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Investidores regressam aos mercados com olhos postos em Mario Draghi

Reunião do Conselho de Governadores do BCE é o maior destaque da semana. Cresce expectativa de que terá de anunciar novas medidas

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 06 de Janeiro de 2014 às 10:43
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Mario Draghi | Últimos indicadores avançados mostram que está em risco a retoma económica na Zona Euro. Mario Draghi tem a palavra, esta quinta-feira.

 

 

A conferência de imprensa de Mario Draghi, esta quinta-feira, afigura-se como o acontecimento-chave nas bolsas europeias esta semana, que marca o regresso de boa parte dos investidores após o período festivo. Não se esperam mexidas na política monetária do Banco Central Europeu (BCE) para já, mas nos mercados cresce a expectativa de que a autoridade monetária terá, eventualmente, de fazer algo para contrariar o tom pouco animador dos últimos dados económicos.


Quando Mario Draghi e Vítor Constâncio se sentarem na sala de imprensa da sede do BCE, em Frankfurt, os investidores já terão tido oportunidade de analisar um conjunto de indicadores que ajudarão a aferir as perspectivas para a economia da Zona Euro. Sai esta manhã o índice de gestores de compras (PMI) para os Serviços, na quarta-feira é publicada a taxa de desemprego na União Europeia e quinta-feira saem as sondagens do Eurostat à confiança de empresários e consumidores.


O indicador mais importante para o BCE sai, contudo, na terça-feira. Será a primeira estimativa ao índice de preços no consumidor relativa a Dezembro. A taxa de inflação recuperou um pouco em Novembro, para uns anualizados 0,9%, depois de ter ficado nos 0,7% em Outubro, um valor que chocou muitos economistas, na altura, pelo grau de afastamento face ao objectivo do BCE, que é de uma taxa "perto, mas abaixo, de 2%".


A secura de liquidez no sistema financeiro, comprovada pelos últimos dados e pela subida das taxas interbancárias, está a alimentar a expectativa de que o BCE terá de tomar novas medidas para aumentar a liquidez no eurossistema. Os últimos dados sobre a concessão de crédito ao sector privado (famílias e empresas) vieram aumentar a apreensão dos investidores sobre a durabilidade da retoma moderada que a Zona Euro viveu a partir da segunda metade de 2013. Novas medidas poderão não ser anunciadas para já, mas os economistas vão estar atentos às palavras de Draghi sobre esta matéria.


Nos mercados globais, as atenções vão repartir-se com os vários indicadores para a economia dos EUA, com destaque para o relatório mensal sobre o mercado de trabalho, a divulgar na sexta-feira. Espera-se que a taxa de desemprego se mantenha em 7%, um mínimo de cinco anos. Em foco nos EUA estará também a divulgação, na quarta-feira, das minutas da última reunião do Comité de Operações no Mercado Aberto (FOMC), o organismo que define a política monetária da Fed. O programa de compra de activos foi reduzido em 10 mil milhões de dólares mensais nessa reunião.


Em Portugal, um dos acontecimentos em foco será a divulgação pela agência Moody's de uma avaliação ao "rating" de Portugal. O relatório sai sexta-feira, após o fecho da bolsa, como exigem as novas regras europeias.

 

 

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