Investidor Privado Mudar de crédito do carro também compensa

Mudar de crédito do carro também compensa

Ter um automóvel significa muitas vezes ter um crédito. E a partir de Janeiro significa também a possibilidade de ter acesso a juros mais atractivos. Com as novas regras do crédito ao consumo a entrarem em vigor, as poupanças podem ascender a...
Negócios 18 de dezembro de 2009 às 09:34

Trocar de empréstimo automóvel pode gerar uma poupança de 750 euros, já descontando todos os custos



Ter um automóvel significa muitas vezes ter um crédito. E a partir de Janeiro significa também a possibilidade de ter acesso a juros mais atractivos.

Com as novas regras do crédito ao consumo a entrarem em vigor, as poupanças podem ascender a 750 euros.

O Banco de Portugal definiu as taxas de juros máximas que poderão ser aplicadas nos empréstimos automóvel a partir de Janeiro.

As taxas variam entre 8% e 16,10%, dependendo do tipo de contrato e de se é um veículo novo ou usado.

O Negócios fez os cálculos para saber qual o impacto desta legislação. Para isso usou como referência o preço do modelo mais vendido em Portugal, o Renault Megane 1.5 DCI de 110 cv, que custa 25.000 euros. E considerando a taxa de juro dada pelo simulador da própria Renault para um empréstimo a 60 meses, de 12,81%, a prestação a pagar é de 547,76 euros. O que implica um custo total, no final dos cinco anos, superior a 32.865,60 euros.

Com os novos limites impostos pelo Banco de Portugal, este empréstimo terá como taxa máxima 8,60%, o que corresponde a uma prestação de 514,12 euros. Ou seja, menos 33,64 euros por mês, ou 2.018,40 euros no decorrer dos 60 meses.

Contudo, transferir um empréstimo para outra instituição implica que se ponha fim ao contrato já existente. E amortizar 25.000 euros corresponde a uma comissão de 1.250 euros (0,5% do valor pago). E para conseguir um financiamento noutra instituição terá de pagar, pelo menos, uma comissão de abertura do processo e o imposto de selo, o que implica custos na ordem dos 200 euros. O que reduz a poupança final para 768,40 euros. E isto para os empréstimos que estiverem indexados a uma taxa fixa. Porque para financiamentos que estejam associados a uma taxa variável, a poupança supera os 1.800 euros, já que só são descontados a comissão de abertura de processo e os impostos.

O melhor será mesmo analisar o contrato actual e saber qual a comissão de amortização e quais os juros que lhe estão a cobrar para tentar encontrar uma solução menos dispendiosa.





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