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Os melhores fundos para investir nos Brics

A turbulência que se abateu sobre os mercados accionistas mundiais arrastou os fundos que investem em acções dos BRICS. Ainda assim, e apesar do desempenho negativo no último ano, num período mais longo, as acções destes mercados continuam a render frutos aos investidores. A expectativa dos especialistas é que há boas oportunidades e há margem para uma recuperação. Os fundos oferecem soluções individuais ou para o grupo.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 30 de Setembro de 2011 às 08:50
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Investir em mercados que não se conhecem nem sempre se adivinha uma tarefa fácil. Neste sentido, os fundos de investimento oferecem uma alternativa profissional de investimento.

Apesar das quedas acumuladas no último ano, os fundos com exposição aos BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China) comercializados em Portugal valorizam, em média, 3% a três anos.

Numa conjuntura extremamente desfavorável para os mercados accionistas mundiais, as acções dos países emergentes não escapam às descidas em 2011.

A incerteza em torno da crise da dívida na Europa e os receios de abrandamento económico mundial continuam a penalizar as bolsas globais.

Apesar deste panorama negativo, as expectativas para determinados mercados emergentes continuam favoráveis e os especialistas recomendam a aposta nestas regiões.

Para os investidores mais arrojados e com vontade de investir nestes países com elevadas taxas de crescimento, existem vários fundos direccionados para estes mercados.

Na classe que inclui os fundos BRIC, os melhores produtos da categoria rendem mais de 2% nos últimos três ano. Ainda assim, a um ano, o balanço é francamente negativo, com quedas superiores a 17%.

Apesar da sigla BRICS já incluir a África do Sul, em Portugal ainda não são comercializados produtos com base nesta nova realidade, pelo que o país africano ainda não está incluído nos fundos BRIC.

Deste modo, apenas a aposta num fundo África permite a exposição à África do Sul (ver em baixo).

Embora acumule uma performance negativa em 2011, a bolsa sul-africana é a única dos BRICS que ganha terreno nos últimos 12 meses. Num ano, o FTSE/JSE Top 40 aprecia perto de 6% e, desde Janeiro, as quedas não vão além dos 5,6%.

Entre os restantes mercados, o Brasil é acumula o balanço mais negativo, com o Bovespa a descer mais de 21% nos últimos 12 meses.

Nas carteiras, são os sectores dos materiais e da energia que recolhem a preferência dos gestores que apostam nestas regiões. Empresas como a Gazprom ou a Petrobras estão na lista das maiores participações dos fundos BRIC. Também o sector financeiro assume relevância no investimento. Todos eles aplicam a maior fatia do capital em acções.





O melhor fundo para cada país

Os investidores que pretendam apostar apenas num determinado país têm ao seu dispor fundos direccionados para as várias regiões. Apesar das quedas nos últimos 12 meses, todos eles se valorizam mais de 6% a três anos









O fundo com a classificação máxima da Morningstar, e que obtém o melhor desempenho, valoriza perto de 12% nos últimos três anos. Ainda assim, a um ano o saldo é negativo em quase 17%.


















O Parvest Equity Russia centra 36% da carteira de activos no sector dos materiais, ficando 34,1% do património alocado em títulos do sector energético. A três anos, rende mais de 6%.




















Com 90% do capital investido em acções, o fundo privilegia o investimento em empresas de grande capitalização. Já o sector financeiro recebe a maior fatia de capital (21,2%).


















O fundo DWS Invest Chinese Equities tem como objectivo beneficiar com as oportunidades da China, sendo que um mínimo de 70% do capital estará investido em acções.


















O fundo da DWS aposta em acções de empresas africanas, incluindo a África do Sul. Com 48 títulos em carteira, o First Quantum Minerals e a IAMGold Corporation são as maiores participações no produto.



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