Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Pergunta para um milhão de euros: Há mais empresas que podem ser alvo de OPA na bolsa nacional?

EDP surpreendeu a maior parte dos analistas ao fazer um anúncio preliminar de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre os 22,5% que não detém na EDP Renováveis.

Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 03 de Abril de 2017 às 10:30
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...
Paulo Rosa
Economista da GoBulling

No passado, alguns bancos de investimento tinham apontado essa hipótese, mas, genericamente, foram apanhados de surpresa com a operação anunciada pela eléctrica liderada por António Mexia.

Na bolsa nacional, existem mais empresas que têm accionistas com posições maioritárias e reduzido "free float" (acções disponíveis para negociação). "Neste caso, as empresas do universo Sonae são o exemplo mais evidente", refere Paulo Rosa. O economista da GoBulling realça que "já por várias vezes verificámos a entrada e saída de empresas ligadas ao grupo de Belmiro de Azevedo, como a Inparsa que saiu de bolsa em 1999, após pouco mais de um ano de ter entrado, ou a Sonae Indústria que voltou a cotar em 2005". A Sonae Indústria tem um "free float" de cerca de 30%, segundo o economista da GoBulling. Também a Sonae Capital apresenta um reduzido valor de acções livres e a Sonaecom que tem um "free float" abaixo de 10%. Outro caso é a Navigator, que "é maioritariamente detida pela Semapa, tendo dispersos apenas cerca de 20% do capital", realça Paulo Rosa.

Apesar dos reduzidos "free floats", Paulo Rosa refere que "se o accionista maioritário destas empresas pensa ou não em comprar o capital disperso, é difícil de adivinhar. No caso do grupo Sonae não seria a primeira vez. No caso da Semapa, esse não tem sido o hábito nas empresas de Queiroz Pereira". Um outro sector que passa por operações de concentração é a banca. Mas nesse caso, Paulo Rosa realça que a hipótese de OPA "fica com uma probabilidade muito reduzida quando se percebe que temos apenas um banco cotado na bolsa portuguesa (o BCP, já que no caso do Montepio Geral tratam-se apenas de unidades de participação)".

Em conclusão, Paulo Rosa refere que "é muito difícil adivinhar intenções de aquisição e quem tiver essa informação não pode nem deve partilhá-la".



Ver comentários
Saber mais EDP Renováveis EDP
Mais lidas
Outras Notícias