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Pergunta para um milhão de euros: A volatilidade vai travar as fusões e aquisições?

A volatilidade nos mercados, provocada pelas notícias da economia chinesa, terá impacto nos movimentos de consolidação? David Madden, analista do IG, considera que é temporária e não irá travar as fusões e aquisições.

Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 21 de Setembro de 2015 às 09:00
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As fusões e aquisições estão em máximos de 2007, devido a negócios multimilionários realizados desde o início do ano. Os dez maiores negócios foram todos anunciados no primeiro semestre, com a compra da Shell pela BG Group a liderar o "ranking". Com os receios em torno do abrandamento da China a agitarem fortemente as bolsas, será que a "febre" vai acabar? A volatilidade vai travar os movimentos de consolidação?    
     
"A volatilidade em torno da China tem sido de curto prazo e, a menos que ressurja, não irá travar a maré de fusões e aquisições", diz David Madden. Para o analista do IG, as economias dos EUA, Reino Unido e da Zona Euro estão a mostrar sinais de crescimento, o que deverá gerar um sentimento positivo. Especialmente na Europa, onde a instabilidade política – que está confinada à Grécia – não irá deter a consolidação, defende Madden.

Apesar da visão optimista, Madden destaca que alguns sectores podem ser mais prejudicados. "As empresas do Ocidente que estão mais dependentes da China vão gastar mais tempo a ‘pôr a casa em ordem’ do que a seguir o caminho das aquisições", diz o analista. "O sector das matérias-primas é um bom exemplo: ainda que o preço das mineiras e petrolíferas esteja relativamente barato, não tem havido grande actividade de consolidação no sector desde a desvalorização [da moeda] da China", exemplifica. 

Além do impacto da China, a incerteza em torno da decisão da Reserva Federal sobre a subida dos juros é o grande factor que tem pesado nos negócios. "Como uma grande parte da actividade é financiada com dinheiro emprestado, a acção da Fed terá um grande impacto", antecipa. "Muitas empresas estão a carregar fardos pesados de dívida e mesmo um pequeno aumento das taxas pode estragar os planos de consolidação", frisa Madden. "As empresas sobreendividadas serão as primeiras a sofrer e podem tornar-se alvos para as concorrentes", antecipa. Por outro lado, a subida de juros pode estimular as fusões e aquisições como forma de contornar os custos mais elevados de financiamento, conclui.
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