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Pontaria afinada

Para os analistas financeiros, 2008 foi um ano louco. Responsáveis por previsões de desempenho das empresas cotadas em bolsa e por recomendações que constituem uma importante base de decisão para muitos investidores, terão...

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1. Para os analistas financeiros, 2008 foi um ano louco. Responsáveis por previsões de desempenho das empresas cotadas em bolsa e por recomendações que constituem uma importante base de decisão para muitos investidores, terão enfrentado um dos maiores desafios das suas carreiras.

No ambiente de turbulência que se abateu sobre as bolsas, jogou-se a sua credibilidade e a capacidade para anteverem correctamente as tendências do mercado. Sobretudo num segundo semestre que arrasou as cotações como já não se via desde o final da década de 20 do século passado.

As conclusões do trabalho de investigação produzidas pelos analistas financeiros são um ponto especialmente sensível para a saúde e transparência dos mercados de acções. A sua influência é ampliada pela divulgação pública dos resultados a que chegam, dos preços-alvo que definem e das recomendações que fazem.

Porque têm acesso aos responsáveis das empresas que analisam, os investidores que procuram saber as suas opiniões dão-lhes um peso específico elevado. E baseiam-no na convicção de que estão na posse de mais informação e, por este facto, detêm melhores ferramentas para ajuizar sobre as cotações e o valor real das empresas do que qualquer outro interveniente no mercado, à excepção dos próprios gestores.

Sabe-se que nem sempre as expectativas correspondem à realidade. As suspeitas que, no início da actual década quando se formou a chamada "bolha dotcom", recaíram sobre a sua actividade levaram à correcção de alguns aspectos que feriam a sua imagem, bem como das instituições para que trabalhavam. Os interesses comerciais das casas de investimento e a seriedade das análises entravam em choque com frequência e percebeu-se que nem sempre prevalecia aquilo que era mais favorável para ajudar os investidores a tomarem decisões bem fundamentadas.

O escrutínio da actividade, através da comparação entre as recomendações produzidas e o rumo do mercado, é uma forma de constatar quem merece confiança e ostentar um selo de credibilidade. Os analistas que protagonizam o tema de capa desta edição do "Investidor Privado" conquistaram-no numa competição que avaliou a qualidade do trabalho de milhares de profissionais desta área na Europa. Admitem que as pressões fazem parte dos "ossos do ofício" e afirmam-se conscientes que as empresas tentam sempre "dourar a pílula" na tentativa de serem bem tratadas.

Para além das capacidades técnicas que os ajudaram a ter a pontaria afinada, terão conquistado posições nos lugares de topo por não se esquecerem que, num universo em que se jogam milhões, o seu trabalho serve o propósito de ajudar o elo mais fraco a ser mais forte. E o elo mais fraco são os investidor individuais, que procuram rendibilidade mas não têm poder.

2. Os fundos especiais de investimento fixam metas de retorno para os investidores que lhes confiam o seu dinheiro. Surgiram há cinco anos em Portugal e são objecto de um balanço nesta edição. Ao contrário dos analistas premiados pelo "Financial Times" e pela Starmine, a maioria foi pouco certeira no cumprimento das promessas. Registe.

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