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Portugal vai ao mercado depois de receber empréstimo da troika

Os investidores estarão atentos aos dados da inflação relativos a Abril, uma semana antes da decisão do BCE sobre a taxa de juro de referência

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 30 de Maio de 2011 às 10:34
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Portugal volta a emitir dívida pública de curto prazo esta semana. E é a primeira vez que o país se financia no mercado, desde que chegou a tranche inicial do empréstimo internacional. A semana vai ainda ser marcada pelos números do desemprego.

Anteriormente estava previsto que esta emissão de bilhetes do Tesouro fosse feita numa linha com maturidade em Maio de 2012. No entanto, o O Instituto para a Gestão do Crédito e da Dívida Pública (IGCP) alterou o programa de financiamento para o segundo semestre e determinou que, nesta emissão, o País se irá financiar numa linha com maturidade já em Setembro. Esta entidade continua assim a sua estratégia de diminuição das maturidades da dívida emitida no mercado, que já vinha sendo implementada antes de ter sido realizado o acordo para receber os empréstimos da troika, com o objectivo de evitar os juros mais altos que são exigidos nos prazos mais longos.

Os dados relativos ao desemprego também deverão centrar as atenções dos investidores. Os economistas inquiridos pela Bloomberg antecipam que a taxa de desemprego dos EUA terá atingido os 9,0% no mês de Abril. Já para a Zona Euro as previsões apontam para que a taxa de desemprego permaneça inalterada nos 9,9%, em Abril.

Esta é também a 55ª semana do programa de compras de obrigações de dívida soberana à banca pelo Banco Central Europeu (BCE), levada a cabo no âmbito do programa de combate à crise orçamental que se iniciou há um ano. Mas mais relevante é o facto de que esta pode ser a nona semana consecutiva em que a autoridade monetária não compra dívida pública aos bancos.

O BCE está a restringir as compras porque o esforço de combate à crisa da dívida se revelou ineficaz, face aos 75 mil milhões de euros de dívida pública detida pela autoridade monetária, segundo dados da Bloomberg.

BCE "pronto" para subir juros
Um dado particularmente relevante será o da inflação. O nível geral dos preços é o principal indicador para que o BCE olha ao tomar as suas decisões de política monetária. Na próxima semana há reunião mensal para definição da taxa de juro e é natural que o indicador dos preços na Zona Euro leve os economistas a reverem as suas estimativas para a próximo movimento. Um nível inesperado da inflação, pode mesmo interferir na evolução dos mercados.

Jean-Claude Trichet disse, na passada quinta-feira, em Berlim que poderá voltar a subir a taxa de juro apesar da crise financeira. "Estamos a acompanhar a situação e estamos prontos para tomar as medidas necessárias para cumprirmos o nosso mandato", disse. "Se for totalmente implementada, a política monetária será uma contribuição importante para a união monetária, concluiu.
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