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"Nível de incumprimento está a cair"

Sim, sem dúvida. Favorecemos o crédito, seja obrigações de empresas com grau de investimento, seja de alto rendimento, sobre a dívida pública. Mas, entre os sectores de crédito, favorecemos actualmente a "high yield" devido a vários factores. Estamos no...

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 01 de Abril de 2010 às 09:29
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O gestor da Schroders acredita que o risco de crédito está com uma tendência de queda, o que beneficia as obrigações de alto rendimento

Os investidores estão a colocar elevados montantes de dinheiro em obrigações de alto risco? É altura para investir nestas obrigações?
Sim, sem dúvida. Favorecemos o crédito, seja obrigações de empresas com grau de investimento, seja de alto rendimento, sobre a dívida pública. Mas, entre os sectores de crédito, favorecemos actualmente a "high yield" devido a vários factores. Estamos no início de uma recuperação económica, em que a melhoria, nas métricas do crédito, está a acontecer mais entre emitentes cíclicos altamente endividados, onde as equipas de gestão estão expressamente focadas na reparação dos balanços. Em segundo lugar, o risco de incumprimento está a cair rapidamente, favorecendo as obrigações de alto risco. Em terceiro, o risco até está a subir para muitos créditos com grau de investimento pouco endividados. Por isso, a vantagem dos juros da dívida de alto rendimento sobre a de baixo risco favorece a dívida de alto risco. Gera um retorno total melhor para os próximos 12 meses, num mundo de juros baixos.

A tendência a médio prazo é para revisões em baixa ou em alta do risco, por parte das agências de "rating"?
O ciclo do crédito inverteu-se e estamos agora a ver mais revisões em alta do que em baixa entre emitentes de alto risco. Esperamos que a tendência continue. Focando no mercado dos "rating" "BB" face aos "BBB", o ritmo dos "anjos caídos" está a baixar e estamos a começar a ver mais "estrelas crescentes", ao contrário de 2009. Esperamos que existam mais "BB" melhorados para "BBB" nos próximos 12 a 18 meses.




O responsável pelo retorno absoluto
para os Estados Unidos da Schroders
está optimista para as obrigações
de alto risco nos próximos 12 meses.





Como é que os investidores podem identificar oportunidades numa obrigação de alto risco?
Não recomendamos aos investidores individuais que comprem obrigações de alto risco, porque os custos de transacção podem ser elevados para posições pequenas e manter um portfólio diversificado é essencial. Identificamos oportunidades no sector "high yield" global, analisando a tendência de crédito fundamental da companhia e comparando os juros oferecidos pelas obrigações dessa companhia relativamente a emitentes com "rating" semelhante, ou face a empresas em negócio similar com "ratings" diferentes. Queremos assegurar que a avaliação da obrigação compensa o risco.

Que países com dívida de alto risco apresentam melhores oportunidades?
A oportunidade criada na dívida de alto rendimento é de longe maior nos EUA, com uma grande diversificação de indústrias e um número de emitentes maior do que em qualquer outro país. Outros países onde vemos uma grande emissão de obrigações de alto risco incluem o Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Espanha, França, Holanda, Coreia e Filipinas. Esperamos mais empresas na Europa, Ásia e América do Sul no ano que vem. Nos próximos 12 meses, o enquadramento técnico no mercado europeu de dívida de alto rendimento é provável que esteja forte, suportando as avaliações "high yield" no mercado pan-europeu. Mas o crescimento económico vai ser muito mais demorado na Zona Euro do que na Ásia ou nos EUA.




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