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Resultados dos bancos europeus testam recuperação das bolsas

Depois dos maiores bancos norte-americanos, chegou a vez de as instituições financeiras da Europa revelarem as suas contas finais de 2008

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2009 às 12:12
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Depois dos maiores bancos norte-americanos, chegou a vez de as instituições financeiras da Europa revelarem as suas contas finais de 2008

As principais bolsas europeias subiram pela segunda semana consecutiva, com o índice DJ Stoxx 600 a valorizar perto de 4% nas últimas cinco sessões. Esta semana, os mercados terão um importante teste a esta recuperação, com alguns dos principais bancos europeus a apresentarem as suas contas do último trimestre de 2008. Também outras companhias europeias divulgam os seus números do ano passado, dando oportunidade aos investidores para continuarem a avaliar o impacto da recessão global nos resultados das empresas.

Em grande destaque, na semana que hoje começa, estarão as contas de instituições financeiras de referência da Europa. O primeiro será o Barclays que, recentemente, afastou a necessidade de aumentar capital e tem recusado recorrer ao dinheiro disponibilizado pelo governo britânico. Em Janeiro, o banco anunciou que efectuou uma amortização de activos no valor de 8 mil milhões de libras (8,5 mil milhões de euros) e que os lucros antes de impostos seriam superiores a 5,3 mil milhões de libras (5,6 mil milhões de euros).

Também o suíço UBS, um dos bancos mais afectados pelas perdas relacionadas com o "subprime", divulga esta semana os resultados do exercício de 2008. Os analistas contactados pela Bloomberg estimam que a instituição helvética reporte resultados líquidos negativos acima de 16 mil milhões de francos suíços (10,7 mil milhões de euros).

As previsões dos analistas consultados pela agência noticiosa também apontam para que o Crédit Suisse tenha terminado o ano passado com prejuízos superiores a 4,5 mil milhões de francos suíços (3 mil milhões de euros).

A divulgação de resultados estende-se a outros sectores, como o automóvel, um dos mais penalizados nos últimos meses pela forte quebra nas vendas, em consequência da crise económica. As fabricantes Peugeot e Renault anunciam nos próximos dias os resultados dos últimos três meses de 2008.

Como habitual, também os dados macroeconómicos vão influenciar o sentimento dos investidores que pretendem avaliar a dimensão e extensão da recessão, que já afecta as principais economias do mundo. Na Zona Euro, as atenções estarão voltadas para o produto interno bruto (PIB) do último trimestre do ano passado. Do outro lado do Atlântico, destaque para o saldo da balança comercial em Dezembro e as vendas a retalho em Janeiro.

Uma semana depois de ter deixado a taxa de juro de referência da Zona Euro inalterada nos 2%, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet, discursa na Alemanha. O mercado aguarda as suas palavras com expectativa, numa tentativa de antecipar qual será o destino do preço do dinheiro na região.
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