Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Sonae SGPS Marca Modelo-Continente e centros comerciais garantem crescimento

Os investidores nacionais não têm sido amáveis com a Sonae SGPS em 2008 e a empresa de Belmiro de Azevedo é a mais castigada na bolsa. A falta de notícias sobre o título e o afastamento de uma operação de concentração da Sonaecom no mercado nacional parec

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 28 de Abril de 2008 às 14:10
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Pelo lado positivo, os negócios da Sonae Distribuição e dos centros comerciais continuam fortes e mantêm níveis de crescimento interessantes, o que poderá contribuir para restabelecer a confiança na empresa.

Depois de dois anos marcados por várias operações que atraíram novos investidores, como a separação do negócio da Sonae Indústria, o lançamento da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Sonaecom sobre a PT ou a cisão da Sonae Capital no início do ano, a Sonae SGPS esgotou as hipóteses de movimentos deste género para os próximos tempos e perdeu o ângulo especulativo de que beneficiava.

“Nos últimos dois a três anos havia sempre algo acontecer, como a OPA sobre a PT ou o ‘spin off’ da Sonae Indústria” e, “nos últimos meses, essas operações foram afastadas”, lembrou Pedro Morais ao Jornal de Negócios. O analista do Millennium IB realçou, ainda, que “o não envolvimento da Sonaecom numa operação de fusão em Portugal” é outro dos factores que tem pressionado as acções da “holding” liderada por Paulo Azevedo. “A falta de qualquer operação de fusão na Sonaecom é algo punível pelos investidores”, explicou.

A empresa de telecomunicações do universo Sonae não conseguiu avançar com uma fusão com a Zon Multimédia, apesar de Ângelo Paupério ter referido que fazia sentido uma junção das empresas. A Sonaecom encontra-se numa encruzilhada, sem espaço para crescer no mercado português, nomeadamente no segmento móvel. “Há alguma preocupação quanto ao futuro da Sonaecom e os investidores estão preocupados com esta área de negócio”, referiu um analista que preferiu não ser identificado.

Também a crise internacional, que se abateu sobre os mercados accionistas não tem ajudado a Sonae a dar o salto. O facto de a empresa funcionar como um conglomerado, com várias “sub-holdings” (Sonaecom, Sonae Distribuição, Sonae Sierra e Sonae Capital), não torna o título apetecível.

Um forte catalisador para a empresa deverá ser a actividade da Sonae Distribuição, que controla o Modelo-Continente. De acordo com Pedro Morais, “a Sonae Distribuição vai ter uma boa ‘performance’ nos próximos meses”. “O negócio, em si, não é muito cíclico e isso dá algum equilíbrio ao título”, destacou o outro analista. Também a Sonae Sierra, que detém a actividade dos centros comerciais da Sonae, é considerada pelos analistas um ponto a favor da empresa.

O maior risco que a área de retalho enfrenta actualmente passa por um eventual abrandamento da economia portuguesa, na sequência da degradação da conjuntura internacional, o que poderá frustar as expectativas da Sonae. Em 2008, o título já caíu mais de 34%, com a empresa a manter-se no fim da tabela.

Efanor controla mais de 50% do capital
Estrutura accionista da empresa

Sonae é o título que mais cai em 2008
Evolução das acções desde o início do ano

Fonte: Sonae SGPS.

Fonte: Bloomberg.

Os investidores nacionais têm castigado fortemente a Sonae SGPS em 2008. Desde o início de Janeiro, as acções da empresa liderada por Paulo Azevedo já desvalorizaram quase 35% e são as mais penalizadas do índice principal. A crise mundial do crédito de alto risco e a falta de uma operação de concentração da Sonaecom parecem ser os principais factores a pressionar os papéis. A actividade da Sonae Distribuição poderá animar o título.

Lucros da empresa atingiram os 284 milhões em 2007

Os resultados apresentados pela empresa superaram as estimativas, impulsionados pelo bom desempenho operacional. A empresa vai pagar um dividendo de 3 cêntimos.

Fonte Bloomberg e site da empresa.

Ver comentários
Outras Notícias