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Terá a imaginação da dona do iPod chegado ao fim?

A ausência de Steve Jobs de uma conferência cria incerteza no mercado. Assim sendo, a questão que se coloca é: será que chegou ao fim a originalidade da Apple? A imaginação a que a empresa nos habituou poderá ter terminado?

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 26 de Dezembro de 2008 às 10:00
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Pela primeira vez desde que a Apple organiza a exposição Macworld, o seu presidente-executivo, Steve Jobs, não vai estar presente no evento. Este anúncio está a provocar o pânico entre os investidores, com o mercado a temer que a dona do iPod não tenha nenhum produto novo para apresentar para 2009. Assim sendo, a questão que se coloca é: será que chegou ao fim a originalidade da Apple? A imaginação a que a empresa nos habituou poderá ter terminado?

Apesar de não existir uma resposta concreta a esta questão, nos últimos dias a empresa tem sido penalizada em bolsa, com os investidores a despejarem as suas acções no mercado. Nas últimas cinco sessões, as acções afundaram-se mais de 9%, para 89,56 dólares. Tudo isto porque a companhia anunciou que Steve Jobs não vai apresentar a exposição Mcworld, organizada pela companhia. De imediato começaram a correr rumores no mercado de que a ausência do CEO da empresa estaria relacionada com a falta de projectos inovadores. Depois do lançamento dos famosos iPod e iPhone, a companhia poderá não ter qualquer produto original na manga.

Apesar da incerteza quanto à falta de novidades para o próximo ano, a companhia continua a mostrar-se bem posicionada no mercado. Crise à parte, a Apple tem assistido a um aumento das vendas dos seus produtos e no quarto trimestre fiscal de 2008, terminado no final de Setembro, a empresa reportou um crescimento de 26% dos seus lucros. A contribuir para os bons resultados da companhia estiveram, sobretudo, o forte aumento da procura de iPhones.

Entre Julho e Setembro, as vendas de telefones da Apple atingiram 6,892 milhões de unidades.

"A Apple acaba de divulgar um dos melhores trimestres da sua história, com uma performance espectacular do iPhone - nós vendemos mais telefones que a RIM (fabricante do BlackBerry)", adiantou o CEO da empresa, no comunicado de divulgação dos resultados referentes ao trimestre de Julho a Setembro.

Para o período de Outubro a Dezembro, a Apple espera atingir um volume de vendas entre os nove mil milhões de dólares e os 10 mil milhões de dólares, um valor que fica aquém do exercício do ano passado e abaixo das estimativas dos analistas. No mesmo período do ano passado, a companhia registou receitas de 9,6 mil milhões de dólares.

"Ainda não sabemos como este abrandamento económico vai afectar a Apple. Mas estamos armados com a linha de produtos mais forte da nossa história, os empregados mais talentosos e os melhores clientes da nossa indústria", assegurou Steve Jobs, que acrescentou que a Apple conta com um volume em 'cash' de 25 mil milhões de dólares, além de não ter dívida.

Com o Natal à porta, esta poderá ser uma boa altura para impulsionar a venda de produtos da empresa. Ainda assim, os investidores aguardam a divulgação de novos produtos. Uma novidade poderá impulsionar a actividade da Apple e ajudar a iniciar uma recuperação em bolsa.

Num ano de razia para as bolsas mundiais, onde reina o sentimento de incerteza e a elevada volatilidade, a Apple não escapa ao sentimento negativo. Desde o início do ano, a empresa de tecnologias desvalorizou-se mais de 58%, uma queda que supera a descida do índice americano S&P 500. Em 2008, a bolsa que integra as 500 maiores empresas dos EUA perde quase 40%. Uma recuperação dos títulos poderá estar condicionada pelo lançamento de novos produtos.


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