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Arábia Saudita endivida-se para colmatar perda de receita com o petróleo

Pela primeira vez em oito anos, o país foi ao mercado obter um financiamento de quatro mil milhões de dólares. O montante visa fazer face às despesas correntes, numa altura em que as receitas de petróleo estão em queda.

Bloomberg
Paulo Moutinho 12 de Julho de 2015 às 20:39
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A Arábia Saudita voltou ao mercado de dívida oito ano depois. Fez uma emissão de obrigações no valor de quatro mil milhões de dólares, dinheiro que irá utilizar para manter as despesas correntes, mas colmatar o défice superior ao esperado provocado pela redução das receitas que obtém com o petróleo fruto das fortes descidas dos preços da matéria-prima.

 

Fahad al-Mubarak, o responsável pela agência de gestão da dívida da Arábia Saudita, obteve os quatro mil milhões de dólares através da emissão de obrigações soberanas, admitindo que o governo do país vai utilizar uma conjugação de títulos de dívida de longo prazo e de reservas para manter o actual nível de despesa.

 

"Prevemos ver um aumento nos financiamentos" através dos mercados, afirmou, segundo o jornal Al-Eqtisadiah, citado pelo Financial Times. Fahad al-Mubarak notou que o montante obtido pretende também fazer face a um défice nas contas públicas que é maior do que o inicialmente previsto. Os analistas estimam um défice de 130 mil milhões de dólares este ano.

 

A Arábia Saudita, que já não ia ao mercado financiar-se desde 2007, tem vindo a retirar dinheiro das suas reservas que em Agosto ascendiam a 737 mil milhões de dólares para pagar salários e projectos especiais e também a guerra no Iémen. Com a queda dos preços do petróleo, as reservas já caíram em 65 mil milhões.

 

O maior produtor de petróleo do mundo precisa que os preços do petróleo estejam em torno dos 105 dólares por barril para que as receitas satisfaçam as necessidades de financiamento do país. Contudo, os preços estão perto dos 50 dólares, tendo afundado desde que em Novembro a OPEP decidiu manter a produção num contexto de fraca procura para travar o crescimento dos EUA neste mercado.

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