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Covid e regresso da Líbia abalam petróleo

As cotações do petróleo seguem em baixa, pressionadas pelos receios em torno do regresso da Líbia ao mercado exportador.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 30 de Junho de 2020 às 17:10
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O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em agosto cede 0,13% para 39,65 dólares por barril.

 

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, desvaloriza 1,34% para 41,15 dólares.

 

Apesar de uma significativa recuperação dos preços do WTI neste segundo trimestre (mais 90%), no acumulado do ano a queda é ainda de 35%.

 

"O segundo trimestre não será esquecido pelos operadores do setor da energia, dado que em abril o WTI afundou para território negativo pela primeira vez na sua história", comentou Tyler Richey, co-editor do Sevens Report Research, citado pela MarketWatch.

 

A 20 de abril, recorde-se, o WTI afundou 306%, fechando o dia a veler 37,63 dólares negativos, depois de chegar a mergulhar nessa sessão até aos 40 dólares negativos.

 

Por seu lado, o Brent somou 57% no trimestre, face aos três meses anteriores, mas no ano cede em torno de 38%.

 

O "ouro negro" está a perder terreno na sessão de hoje devido ao forte aumento de novos casos de infeções por covid-19 um pouco por todo o mundo e à possível retoma da produção de petróleo por parte da Líbia – que tem estado a conta-gotas desde o início do ano.

 

Os investidores estão à espera de ver se a Líbia está capaz de retomar as exportações, que estiveram praticamente paralisadas desde janeiro devido à guerra civil no país.

 

"Se assistirmos a um regresso da Líbia, isso dificultará um pouco mais o trabalho da OPEP+, atendendo a que a Líbia produzia cerca de um milhão de barris por dia antes das perturbações que registou neste setor", comentou um analista do ING à Reuters.

 

Hoje mesmo soube-se que a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) desceu em junho para o seu nível mais baixo dos últimos 20 anos, com a Arábia Saudita e outros Estados do Golfo Pérsico a procederem a cortes superiores aos que tinham sido estabelecidos no acordo entre o cartel e os seus aliados (o chamado grupo OPEP+), revela um estudo da Reuters.

 

No total, os 13 membros da OPEP produziram em média 22,62 milhões de barris por dia, menos 1,92 milhões de barris diários do que em maio.

 

No entanto, Riade anunciou em inícios deste mês que a partir de julho iria pôr fim a este corte complementar e passaria a cingir-se à sua quota de produção delineada no acordo OPEP+, o que constituirá mais uma pressão sobre os preços.

 

Além dos sauditas, também o Koweit e os Emirados Árabes Unidos se comprometeram com reduções adicionais à sua quota para o mês de junho e ambos já fizeram saber que em julho este corte complementar acabará. O total dos três cortes voluntários ascendeu a 1,18 milhões de barris por dia.

 

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