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Pequenos investidores compram moedas de ouro com receio de impasse em Washington

A venda de moedas mais do que duplicou nos Estados Unidos durante o mês de Novembro e atingiram um máximo de mais de dois anos. As moedas têm um estatuto de atrairem pequenos investidores que receiam o futuro da economia.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 10 de Dezembro de 2012 às 20:14
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A compra de moedas American Eagle cresceu 131%, no mês de Novembro face a Outubro, e atingiu um máximo de 14 meses, segundo a casa da moeda US Mint. As moedas são o equivalente norte-americano da libra de ouro, popular na Europa e usada como reserva de valor por famílias e pequenos investidores.

O aumento das vendas de moedas ocorreu logo a seguir a ter sido cohecido o resultado das eleições, que levou os pequenos investidores a recear que o poder político falhe um acordo para evitar o precipício orçamental e tomar medidas com vista à redução do défice público.

O responsável pela venda de metais na Dillon Gage, que é das maiores vendedoras do metal precioso dos EUA, afirmou que o aumento das vendas foi sentido “um dia ou dois” dias depois do resultado das eleições, segundo o “Financial Times”. “Temos muita gente que está muito preocupada com a economia. Com a eleição viram que nada vai mudar”, acrescentou.

O ouro é visto como a reserva de valor por excelência por muitos investidores, que compram a moeda para se precaverem da instabilidade no sistema financeiro, sentindo-se protegidos também do risco de inflação.

Para responder à crise, Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, tem conduzido uma política monetária expansionista, fixando a taxa de juro de referência entre 0% e 0,5%. Os juros da Fed estão neste nível desde que estalou a crise do “sub-prime”, que levou ao colapso do Lehman Brothers.

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