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Petróleo afunda 5% e já acumula perdas em 2011 (act)

Matérias-primas estão em forte queda nos mercados internacionais. Em Nova Iorque o crude já anulou os ganhos do ano e na bolsa de Londres o Brent negoceia abaixo dos 110 dólares.

Negócios negocios@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 18:58
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O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e valor de referência para as importações europeias, desvaloriza 4,76% para 107,85 dólares por barril, descendo abaixo dos 110 dólares pela primeira vez desde 28 de Junho.

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) recua 5,44% para 86,90 dólares por barril, atingindo o valor mais baixo dos últimos cinco meses. No acumulado deste ano a matéria-prima negociada em Nova Iorque está já em terreno negativo, acumulando uma queda de 4,87% no período. O Brent em Londres ainda está em terreno positivo, subindo 13% em 2011.


A tendência de queda é hoje generalizada entre as matérias-primas, dado que os investidores temem que a economia mundial entre agora numa fase de abrandamento, devido à crise da dívida que se vive na Europa e nos Estados Unidos.

Os juros de Espanha e Itália continuam em forte alta e os governadores do Banco Central Europeu mostraram-se hoje divididos na decisão de compra de obrigações soberanas de Portugal e Irlanda. Além disso, a Alemanha também se mostrou contra a ideia de Durão Barroso, de se aumentar o valor do Fundo Europeu de Estabilização Financeira.

Esta divisão da Europa para travar a crise, aliada aos receios de que os Estados Unidos adoptem medidas para travar o aumento do défice que penalizem o crescimento da economia, provocaram fortes quedas nas bolsas dos dois lados do Atlântico.

O que também penalizou as matérias-primas, dado que um abrandamento da economia mundial vai penalizar o consumo de matérias-primas. O ouro recua de máximos históricos e a prata está a cair mais de 4%, sendo que todas as 24 “commodities” que integram o índice S&P GSCI estão em queda.

Em declarações à Bloomberg, o economista e chefe da área de energia do Deutsche Bank, Adam Sieminski, explica que este desempenho do petróleo é a consequência do receio dos investidores relação à economia actual. “A consequência [da crise da dívida] é um crescimento lento, e um crescimento lento leva a menos procura de petróleo”, conclui Sieminski.

Segundo o relatório publicado na semana passada pelo Departamento de Comércio norte-americano, a economia dos EUA, no segundo trimestre, cresceu 1,3%, ficando aquém da previsão dos analistas que apontavam para 1,8%.

(actualiza cotações)
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