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Petróleo começa novo ano a ganhar mais de 1,5%

Dados da actividade industrial na China e na Índia estão a impulsionar a negociação da matéria-prima em Londres e em Nova Iorque.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Janeiro de 2012 às 09:19
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O petróleo está a mais avançar mais de 1,5% no primeiro dia de negociação do ano. Em Nova Iorque, os preços do crude já superaram novamente os 100 dólares por barril. A dinamizar a transacção da matéria-prima está a expansão industrial na Índia e na China. Contudo, também a situação no Irão pesa no comportamento dos investidores.

A expectativa de que a pressão internacional sobre o Irão continue, com os Estados Unidos a pedirem o fim do suposto programa de armamento nuclear no país, está a levar à subida dos preços. O Irão já disse que não pretende seguir esse pedido, o que leva à especulação de que possam haver mais sanções relativamente ao país, de acordo com a agência Bloomberg.

Com mais sanções, as importações de petróleo vindo daquele que é o segundo maior produto da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) poderão diminuir, reduzindo-se, assim, a procura. Com menos procura, os preços tendem a subir.

Além disso, foram hoje divulgados dados económicos que podem justificar o comportamento positivo do petróleo. A Índia divulgou o índice de compras dos gestores, com uma subida máxima de seis meses em Dezembro. Por sua vez, a China anunciou uma subida neste mesmo índice em Dezembro, depois da retracção no mês anterior.

Assim, os contratos futuros do Brent do Mar do Norte, negociados em Londres, seguem a somar 1,75% para os 109,26 dólares por barril, quando tinham encerrado o último dia do ano a cair.

Já o contrato de crude West Texas Intermediate, transaccionado em Nova Iorque, ganha 1,83% para 100,64 dólares por barril, depois de ter acabado 2011 abaixo da barreira dos 100 dólares.

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