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Petróleo em mínimos de duas semanas

Os preços do petróleo continuam a negociar em queda nos mercados internacionais, penalizados pelos receios de que a procura de combustíveis venha a diminuir na China, um dos maiores consumidores de energia do mundo.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 17 de Novembro de 2010 às 08:13
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Em Nova Iorque, o crude desce 0,27% para os 82,12 dólares por barril, próximo de mínimos de duas semanas, e perde pelo quarto dia, período em que acumula uma desvalorização de 6,5%. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas, deprecia 0,21% para os 84,55 dólares naquela que é a segunda sessão de perdas.

A matéria-prima está a reflectir os receios de que os esforços da China para abrandar o crescimento da sua economia se traduzam numa quebra da procura de combustíveis neste país que é um dos maiores consumidores de energia do mundo.

Já ontem o “ouro negro” desvalorizou mais de 2%, em ambos os mercados de referência, depois do primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, ter afirmado que o governado estava a preparar medidas para conter a inflação.

Estas declarações aumentaram a especulação de que a China pode subir a taxa de juro de referência. Ontem, o Banco da Coreia elevou o preço do dinheiro, depois da inflação ter ultrapassado o tecto máximo da autoridade monetária.

Também os receios de que a crise da dívida soberana em alguns países da Zona Euro se esteja a agravar pesam na tónica negativa da matéria-prima.

Estas preocupações estão, assim, a pesar mais na evolução do petróleo do que os sinais de que o consumo de combustíveis nos Estados Unidos está a aumentar e as reservas a diminuírem. Hoje espera-se o relatório semanal com as reservas de combustíveis deste país, que será divulgado pelo Departamento de Energia.

“Finalmente temos algumas boas notícias na frente fundamental, e tudo o resto está a miná-las”, referiu à agência Bloomberg Ben Westmore, economista da área dos minerais e energia no National Austrália Bank.

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