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Petróleo sobe mais de 1% em dia de retoma das matérias-primas

Os preços do crude estão a recuperar, depois das fortes perdas de ontem. Goldman Sachs dá uma dica: aposte nos contratos de Dezembro de 2012 do Brent.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 24 de Maio de 2011 às 11:10
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A matéria-prima segue a ganhar terreno nos mercados internacionais, sustentada pela expectativa de uma queda das reservas norte-americanas, pela desvalorização do dólar e pelas revisões em alta do Goldman Sachs e do Morgan Stanley para o preço médio do crude este ano.

O contrato de Julho do West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os Estados Unidos, segue a subir 1,28% no mercado de Nova Iorque, para 98,95 dólares por barril.


Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, está a valorizar 1,14% para 111,36 dólares.

O Goldman Sachs e o Morgan Stanley reviram em alta as suas estimativas para os preços do “ouro negro”, sobretudo devido ao prolongado corte da produção líbia devido ao conflito naquele país – que poderá reduzir a capacidade extra da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

“Será apenas uma questão de tempo até as reservas e a capacidade extra da OPEP se esgotarem, o que exigirá preços do petróleo mais elevados, de forma a conter a procura e a mantê-la em linha com a oferta disponível”, sublinharam os analistas do Goldman numa nota de análise citada pela Bloomberg.

Apostar no Brent para entrega em Dezembro de 2012

O Goldman Sachs reviu em alta as projecções a 12 meses para o Brent, que colocou agora em 130 dólares por barril. Além do mais, num outro “research”, o banco norte-americano recomendou aos investidores que apostem no contrato de Dezembro de 2012.

O Morgan Stanley, por seu turno, aumentou em 20% a sua estimativa para o preço médio do Brent este ano, para 120 dólares por barril, e em 24% no que respeita ao próximo ano (para 130 dólares).

Além disso, a nota verde está a ceder terreno face ao euro, o que torna as matérias-primas denominadas em dólares mais atractivas como investimento alternativo – como é o caso do petróleo.

Por outro lado, os analistas inquiridos pela Bloomberg prevêem que as reservas norte-americanas de crude tenham diminuído na semana passada, o que ajuda à tendência de alta de hoje. O dado relativo aos “stocks” nos EUA será divulgado amanhã pelas 15h30 de Lisboa.

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