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Petróleo sobe pelo segundo dia impulsionado por conflitos no Irão

A matéria-prima está hoje a ganhar terreno nos mercados de Londres e Nova Iorque, impulsionada pelos receios de que as tensões no Médio Oriente ameacem o fornecimento de petróleo.

Andreia Major amajor@negocios.pt 05 de Dezembro de 2011 às 12:40
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Também o optimismo dos investidores em acreditarem que os líderes europeus irão tomar medidas para travar a crise da dívida da Europa, está a impulsionar os preços do petróleo.

O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como valor de referência às importações europeias, avança 0,54% para 110,53 dólares por barril. Em Nova Iorque, o barril de crude WTI, negociado na Nymex, ganha 0,38% para 101,34 dólares por barril.

As tensões entre o Irão e o Ocidente aumentam a especulação de que o fornecimento de petróleo do Médio Oriente poderá ser ameaçado, o que está a impulsionar os preços da matéria-prima.

O Irão revelou hoje que o preço do crude irá subir para cima de 250 dólares por barril, caso os países do Ocidente ameacem proibir as exportações de petróleo do Irão, de acordo com a Bloomberg.

Na Europa, os líderes europeus irão reunir-se no final da semana na Cimeira Europeia, onde irão procurar aprovar um novo pacote de medidas para travar a crise da dívida soberana na região e salvaguardar o sector financeiro. O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, visita a Europa esta semana.

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, anunciou ontem um pacote de medidas de austeridade em Itália, o que está também a cultivar o optimismo dos investidores em torno da resolução da crise da dívida.

Ainda hoje, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, irão encontrar-se em Paris, para afinarem posições antes da reunião de quinta e sexta-feira.

“O Irão está a contribuir para as subidas dos preços hoje”, disse Christopher Bellew, corretor da Jefferies Bache, à Bloomberg. “Enquanto não se pensar na Europa, existem muitas razões que contribuem para a subida dos preços. A procura das economias em desenvolvimento torna improvável uma queda dos preços”, acrescentou o analista.
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