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Petróleo e ouro recuam de máximos provocados por receio de intervenção na Síria

A perspectiva de que a comunidade internacional poderia responder aos ataques com armas químicas na Síria com uma intervenção militar internacional no país levou o petróleo e o ouro a máximos. Hoje, os preços estão a corrigir com os investidores a questionarem a existência de um entendimento entre os líderes do Ocidente.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 29 de Agosto de 2013 às 14:01
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O petróleo e o ouro estão a desvalorizar nos mercados internacionais num dia em que os investidores questionam a existência de um entendimento entre as principais potências do Ocidente para atacar o regime de Bashar Al-Assad. Em causa está a suspeita de que o governo da Síria é responsável pelos ataques com armas químicas à população.

 

O petróleo negociado em Londres (Brent) está a desvalorizar 0,61% para 115,90 dólares (86,73 euros) por barril e recua de máximos de Fevereiro último. Já o WTI, transaccionado em Nova Iorque, desvaloriza 0,63% para 109,41 dólares por barril e corrige de máximos em que já não negociava desde Maio de 2011, segundo a Bloomberg.

 

A matéria que é uma das principais fontes de energia negociou impulsionada pelos riscos para as reservas petrolíferas implícitos numa potencial operação militar no Médio Oriente, de onde se extrai parte do petróleo comercializado nos mercados internacionais.

 

Já o ouro, que é visto como um activo de refúgio por muitos investidores, está a perder 0,6% para 1.409,40 dólares por onça. O metal precioso alcançou máximos na última sessão, na quarta-feira, com os investidores a utilizarem-no como reserva de valor para fazer face a um potencial conflito armado que teria consequências negativas para a economia.

 

Desta forma, o valor do ouro voltou a ser pressionado pela perspectiva de que a Reserva Federal irá iniciar a retirada dos estímulos à economia ainda durante este ano. O metal perdeu 16% do seu valor, desde o início do ano, com os sinais de melhoria da economia a contribuírem para a confiança dos investidores e para a retirada de estímulos pela Fed.

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