Matérias-Primas Petróleo regressa aos 46 dólares por barril

Petróleo regressa aos 46 dólares por barril

O preço da matéria-prima segue a valorizar no mercado, impulsionada por uma queda da produção nos Estados Unidos, disrupções no Canadá e as declarações do Irão, que sinalizou disponibilidade para negociar um travão na oferta.
Petróleo regressa aos 46 dólares por barril
Vera Ramalhete 05 de maio de 2016 às 16:14

O preço do barril de petróleo já avançou dois dólares na sessão desta quinta-feira. A matéria-prima avançou mais de 4% e quebrou a fasquia dos 46 dólares por barril, um máximo de Novembro, devido a um incêndio no Canadá, que está a afectar a capacidade produtiva no país, e à queda da produção nos Estados Unidos.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, já valorizou um máximo de 5,23% para 46,07 dólares por barril, durante a sessão desta quinta-feira e segue agora a apreciar 2,65% para 44,95 dólares. Em Londres, o Brent, que serve de referência para as importações europeias, aprecia 2,13% para 45,58 dólares por barril e já transaccionou nos 46,77 dólares durante a sessão. A diferença entre os dois indicadores internacionais caiu para um mínimo de Março.


Um incêndio em Alberta, no Canadá, uma região de produção de petróleo, poderá diminuir a produção do país em um milhão de barris por dia, calcula a Bloomberg.

A impulsionar a negociação está também a queda da produção dos Estados Unidos na semana passada, a maior desde Agosto, de acordo com os dados publicados esta quarta-feira pelo departamento de Energia norte-americano. A oferta caiu 113 mil barris diários, para 8,83 milhões de barris diários, o que representa o valor mais baixo desde Setembro de 2014.

Além disso, o Irão afirmou que dentro de um ou dois meses poderá estar disponível para negociar um congelamento da oferta com os restantes membros da Organização dos Exportadores de Petróleo (OPEP), apesar de não estar prevista uma discussão de tectos para a oferta na próxima reunião do grupo, de acordo com a informação prestada por seis representantes à Bloomberg. 




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