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Queda do petróleo ameaça estímulos à economia norueguesa

O crescimento do fundo soberano da Noruega e as receitas oriundas do petróleo não vão ser suficientes para manter, durante este ano, os estímulos recorde atribuídos à economia.

Bloomberg
Negócios 23 de Março de 2017 às 08:41
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Para os principais produtores mundiais de petróleo, a queda da cotação da matéria-prima tem colocado os orçamentos de alguns dos países em dificuldades. No caso da Noruega, e de acordo com uma análise realizada pelo líder do departamento de investigação do gabinete de estatísticas oficiais do país, Torbjorn Eika e citada pela Bloomberg, o crescimento do fundo soberano e as receitas oriundas da exploração de petróleo não vão ser suficientes para manter, durante 2017, o mesmo ritmo de estímulos dos anos anteriores.


O estudo desenvolvido indica ainda que a maior produtora de petróleo da Europa Ocidental precisa que as receitas do petróleo cresçam para 150 mil milhões de coroas norueguesas (cerca de 16,3 mil milhões de euros no câmbio actual) durante este ano e, a partir de então, aumentem em 2% ao ano. Contudo, as estimativas apontam que as receitas do petróleo vão render apenas 138 mil milhões de coroas norueguesas (cerca de 15 mil milhões de euros).


"A tendência até agora tem sido expansionista e a questão era quanto", disse Torbjorn Eika à Bloomberg. Sendo que actualmente, referiu, o cash flow que as actividades relacionadas com o petróleo vão gerar vão "permitir manter uma política orçamental neutral".


A Noruega vai ter eleições este ano e um dos grandes desafios que o próximo Governo vai enfrentar vai ser ajustar a economia a uma diminuição dos estímulos, que eram financiados por estas receitas, segundo a agência. O actual Executivo teve gastos recordes, equivalentes a 8% do PIB, este ano para a manter a economia à tona depois da queda dos preços do petróleo.


Entretanto, o Governo norueguês propôs a introdução de uma limitação à lei que determina quanto, em termos orçamentais, é que pode ser usado das receitas oriundas do petróleo. Actualmente, o limite está em 4% do valor do fundo e a proposta prevê uma diminuição para 3%.

Desde o início do ano, o petróleo já perdeu mais de 10% do seu valor.

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