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Receios de interrupção da produção colocam petróleo nos 107 dólares

Há mais de dois anos que os preços da matéria-prima não transaccionavam nestes níveis, em ambos os mercados de referência. A justificar este comportamento estão os receios de contágio dos conflitos na Líbia a outros países do Médio Oriente.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2011 às 13:21
Em Nova Iorque, o contrato para Março do West Texas Intermediate (WTI), que expira hoje, transacciona nos 92,48 dólares, depois de já ter chegado a negociar nos 94,49 dólares por barril. O contrato para entrega em Abril aprecia para os 98,48 dólares por barril.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, ganha 1,47% para os 107,29 dólares por barril, tendo já ultrapassado a “barreira” dos 108 dólares. O crude de referência para a Europa negoceia nos valores mais elevados desde Setembro de 2008.

Os conflitos na Líbia têm vindo a agudizar-se nos últimos dias, numa altura em que alguns soldados começam a desertar e alguns diplomatas a abandonar o seu cargo, devido à violência que tem sido cometida contra os manifestantes.

“O petróleo está a ser comprado devido ao risco de que este contágio se venha a espalhar pelo Médio Oriente”, afirmou à agência Bloomberg Jonathan Barratt, director do Commodity Broking Services.

Os investidores temem que estes conflitos se traduzam numa interrupção na produção nesta região do Médio Oriente e Norte de África, que é chave para a produção de petróleo.

As estimativas publicadas pelo Goldman Sachs, e citadas pela agência Bloomberg, revelam que o Brent, crude de referência para a Europa, poderá negociar entre os 105 e os 110 dólares por barril nas próximas semanas, se a incerteza na Líbia se mantiver.

O responsável pela área de “research” de “commodities” do banco de investimento, Jeffrey Currie, sublinhou que os preços podem atingir um recorde se os conflitos se espalharem para os maiores produtores no Médio Oriente, como a Arábia Saudita. O mesmo especialista adiantou que a questão chave se prende com o risco de contágio, pelo que os “preços podem testar máximos históricos”.

A Líbia que detém as maiores reservas de crude no continente africano e produziu 1,6 milhões de barris de petróleo por dia, em Janeiro, o equivalente a cerca de 8% do consumo nos Estados Unidos, segundo a agência Bloomberg.

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