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Receios com a Síria levam petróleo em Nova Iorque a subir para máximo desde Setembro

A especulação de que os conflitos na Síria possam alastrar para outros países do Médio Oriente e interromper o fornecimento da matéria-prima da está a impulsionar os preços do “ouro negro”.

Bloomberg
Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 17 de Junho de 2013 às 13:56
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O crude segue a negociar em terreno positivo impulsionado pelos desenvolvimentos dos conflitos na Síria. As notícias de que os Estados Unidos estariam a fornecer armas aos rebeldes, opositores do regime de Bashar Al-Assad, bem como a intenção de o presidente sírio querer reforçar as relações de amizade com o Irão estão a impulsionar o preço do petróleo.

 

O Irão, que é favorável a uma solução política na Síria, é acusado pelos rebeldes e pelos países que os apoiam de fornecer armas ao regime sírio, uma situação que o Teerão desmente. O Irão é o sexto maior produtor de petróleo da OPEP. Recentemente foi confirmado que Bashar Al-Assad utilizou armas químicas contra os rebeles.

 

Em Nova Iorque, os contractos futuros de West Texas Intermediate (WTI) apreciam 0,74% para 98,57 dólares por barril. Esta manhã, o WTI esteve já a negociar nos 98,67 dólares, o valor mais elevado desde 14 de Setembro de 2012.

 

Uma nota de “research” do Morgan Stanley apontava que a previsão de uma procura mais forte durante o Verão e os riscos de fornecimento estavam a suportar o mercado, refere a Bloomberg.

 

“Temos visto os preços aumentar ao longo da última semana principalmente devido às preocupações geopolíticas”, afirma Ole Hansen, chefe estratega para as “commodities”, cita a Bloomberg.

 

Em Londres, o Brent, que serve de referência às importações do mercado português, aprecia 0,42% para 106,37 dólares.

 

Esta semana os investidores vão estar ainda atentos ao discurso de Ben Bernanke, presidente da Fed, agendado para esta quarta-feira, à procura de sinais indicadores que a entidade possa começar a reduzir os seus estímulos económicos.

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