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Situação na Líbia preocupa países importadores de petróleo

A escalada de violência neste país do norte de África está a provocar uma forte subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais e a deixar impacientes os países importadores. A Espanha, que importa 12% do seu petróleo da Líbia, já convocou um gabinete de crise.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2011 às 19:09
Zapatero convocou alguns dos seus ministros para uma reunião de emergência a ter lugar ainda esta noite. No centro da reunião estará a situação na Líbia, e em particular os receios de uma possível interrupção do fornecimento de petróleo.

De acordo com os dados da Agência Internacional de Energia (AIE), 12,1% do petróleo importado pela Espanha em 2010 teve origem na Líbia. Em Portugal, essa percentagem é ligeiramente inferior (11,1% do total de importações de crude).

Mas, ao contrário do que acontece em Espanha, Portugal não está preocupado com os impactos da situação na Líbia no abastecimento de petróleo. Pelo menos essa é a garantia dada pelo presidente da Galp Energia.

"O mercado de crude tem tanta liquidez, e tantos fornecedores, que nós não temos dificuldade em substituir qualquer fornecedor que interrompa os seus abastecimentos", sublinhou Ferreira de Oliveira, citado pela Lusa.

AIE pode recorrer a reservas estratégicas

O director-executivo da AIE, Nobuo Tanaka, reconheceu esta tarde que a situação na Líbia é preocupante e "que uma pequena interrupção pode criar um pico no preço" do petróleo.

"Estamos preocupados com a situação na Líbia. Ainda não sabemos que tipo de impacto e de interrupção pode causar. Estamos atentos à situação, porque o mercado está mais ajustado. Até porque uma pequena interrupção pode criar um pico no preço", afirmou Nobuo Tanaka.

A AIE revelou, assim, que pode recorrer a 1.600 milhões de barris das reservas estratégicas caso o fornecimento líbio seja interrompido.

Também a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) já garantiu que está disponível para intervir no mercado petrolífero caso seja necessário.

O regime de Kadhafi é um dos principais produtores de petróleo mundiais, com uma produção de 1,47 milhões de barris diários. O país detém as maiores reservas petrolíferas de África.

Repsol e Eni suspendem produção

As duas petrolíferas anunciaram hoje a suspensão da sua produção na Líbia devido à escalada de violência.

A espanhola Repsol produz na Líbia uma média de 34.777 barris por dia, o que equivale a 3,8% da sua produção mundial e a 10% da produção da divisão Argentina do grupo, a YPF.

A ENI optou por suspender parte das operações de exploração de petróleo e gás e adoptar medidas de segurança nas suas infra-estruturas. A petrolífera italiana vai ainda retirar do país todos os seus funcionários estrangeiros.
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