Petróleo Crude de referência para Portugal acima dos 100 dólares pelo segundo ano consecutivo

Crude de referência para Portugal acima dos 100 dólares pelo segundo ano consecutivo

Para 2013, a maioria das principais casas de investimento prevê que a tendência se mantenha e que o Brent do Mar do Norte negoceie, em média, em valores acima dos três dígitos.
Crude de referência para Portugal acima dos 100 dólares pelo segundo ano consecutivo
Carla Pedro 31 de dezembro de 2012 às 14:59

O petróleo teve um desempenho misto nos mercados internacionais este ano. O Brent do Mar do Norte, que é transaccionado em Londres e serve de referência às importações portuguesas, termina 2012 com um saldo positivo, a valorizar 2%. Já o crude de referência dos Estados Unidos, o West Texas Intermediate, fecha com um balanço no vermelho, a perder 9% no acumulado do ano.

 

O Brent estreou-se em 2012 a valer 108 dólares por barril e encerra a cotar-se perto dos 110 dólares. O máximo do ano foi atingido a 13 de Março, quando se fixou nos 126,22 dólares, e o mínimo foi de 89,23 dólares na sessão de 21 de Junho. A média anual foi de 111,66 dólares.

 

Segundo as projecções de muitos analistas, 2013 poderá ser o terceiro ano consecutivo em que o Brent vai negociar acima dos 100 dólares. E isto muito à conta das tensões no Médio Oriente, que ameaçam perturbar a oferta mundial de “ouro negro”. Ao mesmo tempo, espera-se que as importações chinesas aumentem, pelo que será necessário que haja crude suficiente no mercado. Se tal não acontecer, como sucedeu no ano passado devido sobretudo à “Primavera Árabe”, os mercados petrolíferos poderão registar fortes subidas.

 

Nos Estados Unidos, o WTI abriu o ano a negociar nos 99,70 dólares, tendo encerrado a sessão nos 102,96 dólares. Mas esse desempenho não se manteve. A matéria-prima de referência para o mercado norte-americano encerra 2012 a valer 90 dólares, com um saldo anual negativo de cerca de 9%. O pico do ano foi marcado a 24 de Fevereiro, quando se estabeleceu nos 109,77 dólares, e o nível mais baixo foi atingido a 28 de Junho, nos 77,69 dólares. A média anual ficou assim abaixo da fasquia dos três dígitos: 94,17 dólares por barril.

 

 

 

Petróleo e gás lideram fusões e aquisições

O sector do petróleo e do gás intensificou a actividade de fusões e aquisições em 2012, com um aumento de 38% face a 2011, segundo os dados da empresa de estudos de mercado Dealogic, citados pelo “24/7 Wall Street”.

 

As fusões e aquisições ascenderam a 348 mil milhões de dólares este ano, o que correspondeu ao valor mais alto do sector desde o ano 2000, de acordo com a mesma fonte.

Este final de ano ficou marcado pelas negociações entre o Congresso norte-americano e o presidente Barack Obama para a aprovação do Orçamento federal dos EUA do próximo ano.

 

Os esforços de aprovação do Orçamento estenderam-se até à última hora, de modo a impedir que o país entre num precipício orçamental. O precipício orçamental (o chamado “fiscal cliff”) é a imagem usada para descrever os ajustamentos programados em caso de não acordo para o Orçamento: aumentos automáticos de impostos e cortes de despesas nos EUA a partir de 1 de Janeiro de 2013, no valor de 607 mil milhões de dólares.

 

O anúncio feito nos últimos dias do ano pelos Emirados Árabes Unidos, dando conta da detenção de uma célula terrorista que planeava ataques contra vários países exportadores de petróleo, também contribuiu para sustentar as cotações na recta final de 2012.

 

E para 2013?

 

As previsões das principais casas de investimento apontam para subidas anuais. De acordo com a compilação da Bloomberg, a média projectada pelos principais analistas para o Brent é de 110 dólares por barril no próximo ano. Para o WTI, é um pouco menor mas, ainda assim, acima da média deste ano: 96,40 dólares.

 

 




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