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AIE corta previsões da procura de petróleo para 2019

O escalar das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China está a abalar as perspetivas de crescimento das economias mundias e, inerentemente, o crescimento da procura de petróleo.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 09 de Agosto de 2019 às 12:23
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A Agência Internacional de Energia (AIE) cortou as previsões que tinha para o aumento da procura por petróleo para o presente ano, numa altura em que as tensões comerciais pesam nas perspetivas de crescimento da economia mundial.

A agência aponta para um crescimento da procura de 1,1 milhões de barris por dia em 2019 e de 1,3 milhões diários de barris em 2020. Estes números espelham uma redução de 100.000 unidades a cada 24 horas para este ano e de 50.000 no que toca ao ano seguinte.

A esta diminuição quantitativa, a AIE acrescenta que as perspetivas para a procura no mercado de petróleo são "frágeis", existindo uma maior probabilidade de uma revisão em baixa do que no sentido contrário. "A situação está a ficar ainda mais incerta", diz a mesma entidade.

No respetivo relatório, a AIE aponta "evidências crescentes de um abrandamento económico", depois de várias economias terem reportado um fraco aumento do produto interno bruto na primeira metade do ano.

A procura na primeira metade do ano fica descrita pela entidade como "muito branda". Entre janeiro e maio, a procura aumentou em 520 mil barris diários, marcando o salto mais pequeno para este período desde a crise financeira em 2008.

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, segue a somar 1,53% para os 58,26 dólares. A matéria-prima valoriza pela segunda sessão consecutiva, depois de esta quinta-feira ter chegado a subir mais de 3%, no rescaldo de declarações de um dos maiores produtores a nível mundial, a Arábia Saudita. Riade garantiu que não iria permitir um contínuo declínio nas cotações – o qual pode contrariar com cortes na produção – e garantiu já estar a falar com outros produtores no sentido de se unirem para tomarem medidas.

Apesar da recente valorização, o saldo semanal mostra para já uma perda de 5,85% nos preços do barril londrino. A semana arrancou com receios exacerbados acerca da procura pela matéria-prima, depois de a China ter decidido retaliar as sanções impostas pelos Estados Unidos – uma nova tranche de tarifas comerciais – com a desvalorização da sua moeda. Estes acontecimentos assustaram os investidores ao sinalizarem um agravamento das tensões entre as duas maiores economias do mundo.

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