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AIE corta previsões na procura por petróleo devido ao setor da aviação

A agência parisiense cortou as suas previsões até ao final de 2021, com destaque para o segundo semestre deste ano.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 13 de Agosto de 2020 às 11:11
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A Agência Internacional de Energia (AIE) cortou as suas previsões para a procura global por petróleo até ao final de 2021, devido ao impacto superior ao previsto que a pandemia está a provocar sobretudo no setor da aviação, de acordo com o relatório mensal divulgado nesta quinta-feira.

A agência reviu em baixa as previsões da procura pela matéria-prima para todos os trimestres até ao final do próximo ano, com destaque para a segunda metade de 2020. Nesse período, a AIE diz que a procura vai cair, em termos homólogos, mais 500 mil barris por dia face à projeção anterior, com o consumo médio a atingir os 95,25 milhões de barris por dia, neste período.

Este ano, a pandemia levou a que muitos barris de petróleo ficassem reféns de comprador. Só em abril e maio deste ano, a procura caiu cerca de 55 milhões de barris por dia, comparando com o mesmo período do ano anterior. 

A principal razão para justificar esta redução nas previsões até ao final de 2021 está no impacto que a atual pandemia está e ainda irá provocar nas transportadoras aéreas. Em julho deste ano, as viagens de avião foram dois terços inferiores face ao mesmo período do ano passado, segundo a AIE.

Em Portugal, o tráfego aéreo gerido pela NAV Portugal triplicou em julho face ao mês anterior, adiantou ao Negócios fonte oficial da entidade que gere não só os voos com origem e destino nos aeroportos nacionais, mas também os que sobrevoam o espaço aéreo sob responsabilidade portuguesa.

Segundo a mesma fonte, depois de em junho terem sido 8,5 mil os movimentos controlados pela NAV Portugal, em julho esse número chegou aos 25,6 mil. Face ao mesmo mês do ano passado, esse número significa que o tráfego se situou 66,7% abaixo do registado então, quando se atingiram 76,9 mil movimentos, mas, salienta a empresa, é "uma quebra que se segue a três meses em que a operação esteve cerca de 90% abaixo dos valores do ano anterior".

Hoje, os preços do petróleo estão a cair ligeiramente, uma variação que não impede as cotações da matéria-prima de se manterem a rondar os máximos de cinco anos atingidos na sessão de ontem. 

Por esta altura, o preço do barril do Brent - que serve de referência para Portugal - recua 0,09% para os 45,45 dólares por barril, depois de ter registado um ganho superior a 2% na sessão de ontem. Já o norte-americano WTI (West texas Intermediate) segue inalterado perto dos 43 dólares.  
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