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Ameaça de nova ronda de tarifas atira petróleo para queda de quase 2%

O presidente dos EUA já disse que espera chegar a acordo com a China, mas também deixou claro que vai impor novas tarifas caso não se alcance um entendimento. Esta ameaça de Trump está a penalizar os preços do petróleo, que caem quase 2%.

Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 30 de Outubro de 2018 às 15:48
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Os preços do petróleo estão a cair quase 2% nos mercados internacionais, pressionados pelo aumento dos receios de que a tensão comercial entre os EUA e a China vai penalizar o crescimento global. Isto ao mesmo tempo que as reservas de "ouro negro" não param de crescer do outro lado do Atlântico.

 

Neste contexto, o Brent, negociado em Londres e que serve de referência na Europa, está a cair 1,76% para 75,98 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate, em Nova Iorque, recua 1,58% para 66,09 dólares.
O petróleo está a ser penalizado pelas notícias de que os EUA estão a preparar uma nova ronda de tarifas para as restantes importações chinesas, no caso de os presidentes dos dois países não conseguirem chegar a um acordo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu esta segunda-feira que espera um "grande acordo com a China", mas alertou que, caso não seja possível alcançar um entendimento, tem milhares de milhões de dólares de novas tarifas para aplicar sobre as importações chinesas.

 

A pressionar seguem ainda as reservas de petróleo nos EUA, que não param de crescer. De acordo com as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, os inventários devem ter crescido 3,11 milhões de barris na semana passada. Se estes dados se confirmarem, será a sexta semana consecutiva de ganhos e o período mais longo de subidas desde Março de 2017.

Os investidores também continuam atentos às sanções que Trump vai impor ao Irão no início do próximo mês e qual será o impacto desta decisão na oferta de petróleo. 

"Os investidores estão a começar a estar atentos à perspectiva económica global", disse Jens Naervig Pedersen, analista sénior do Danske Bank, à Bloomberg. "A Arábia Saudita prometeu aumentar a produção e, em conjunto com o aumento das reservas norte-americanas, aliviou os receios relativos à [escassez de] oferta no mercado", acrescentou.

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