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Analistas cépticos sobre acordo da OPEP mantêm estimativas para o preço do petróleo

Goldman Sachs e Citigroup mantêm as suas estimativas de preços para a matéria-prima, considerando que permanecem dúvidas sobre a forma como o acordo será implementado. Depois das fortes subidas, petróleo segue praticamente inalterado.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 29 de Setembro de 2016 às 07:43
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O Goldman Sachs acredita que o acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para reduzir a produção poderá aumentar o preço do barril até 10 dólares. No entanto, e tal como outros bancos, revela-se céptico acerca da forma como o acordo será implementado.

 

O plano para reduzir a produção a um máximo de 32,5 milhões de barris por dia "deverá dar suporte aos preços, pelo menos no curto prazo", afirmaram os analistas do Goldman Sachs numa nota de análise citada pela Bloomberg.

 

Ainda assim, o banco mantém as suas estimativas de preços para 2016 e 2017, considerando que a incerteza no mercado deverá persistir nos próximos meses, até porque as quotas podem ser excedidas mesmo que a proposta seja ratificada no encontro formal do cartel em Viena, agendado para Novembro.

 

"Estritamente implementadas no primeiro semestre de 2017, as quotas de produção anunciadas devem acrescentar 7 a 10 dólares por barril ao preço do petróleo", antecipam os analistas, lembrando, porém que, historicamente, foi necessária uma queda da procura para garantir o cumprimento das quotas, o que não será o caso actualmente, "com o crescimento resiliente da procura".

 

O Goldman Sachs sublinha que os membros da OPEP ainda têm de acordar quem vai cortar o quê, e que o grupo normalmente ultrapassa os seus objectivos em cerca de 5%, o que anularia os efeitos do corte.

Para o Citigroup, esse entendimento será "a maior disputa", segundo uma análise citadas pela agência noticiosa.

O Citigroup mantém as suas estimativas para os preços, que deverão rondar os 40 a 50 dólares por barril até ao final do ano, e atingir uma média de 60 dólares em 2017, no caso do Brent. Já o Goldman Sachs antecipa que o "ouro negro" vai fechar o ano de 2016 nos 43 dólares por barril, e subir para os 53 dólares em 2017.

Contra a generalidade das expectativas, os membros da OPEP, reunidos num encontro informal na capital da Argélia, chegaram a um acordo para reduzir a produção do grupo em 796 mil barris por dia para um tecto máximo de 32,5 milhões de barris.

A notícia do entendimento fez disparar os preços do petróleo nos mercados internacionais. Em Londres, o barril chegou a disparar 6,5% para negociar próximo dos 49 dólares.

Esta quinta-feira, o Brent desce 0,08% para 48,65 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, sobe 0,02% para 47,06 dólares. 

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