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Arábia Saudita mostra abertura para compromisso com o Irão. Petróleo sobe

Os preços do petróleo estão a reagir em alta às declarações do ministro saudita, que sugerem uma maior aproximação entre a Arábia Saudita e o Irão.

Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 13:20
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A Arábia Saudita deu esta quarta-feira, 28 de Setembro, uma indicação mais forte de que está disponível para chegar a um entendimento com o Irão quanto às quotas de produção de petróleo deste país.

 

Khalid Al-Falih (na foto) disse aos jornalistas em Argel, onde está a decorrer a reunião informal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que deve ser permitido ao Irão, Líbia e Nigéria "produzirem aos níveis máximos que façam sentido".

 

"As divergências entre os países da OPEP estão a diminuir no que diz respeito aos níveis de produção de petróleo a partir dos quais deverá haver um congelamento", afirmou o ministro da Energia da Arábia Saudita, citado pela Bloomberg.

 

Na reunião informal da OPEP estava em cima da mesa o congelamento da produção da matéria-prima, sendo que eram escassas as expectativas para que fosse fechado um acordo. Contudo, as declarações de Khalid Al-Falih apontam para que esse compromisso possa estar mais próximo. Depois de vários anos de embargo às suas exportações de petróleo, o Irão não mostrou disponibilidade para ter limites à sua produção de petróleo e a Arábia Saudita só se mostra disponível para aceitar limitar a sua produção caso sejam impostos limites ao país vizinho.

 

"As opiniões estão a ficar muito mais próximas", disse o ministro saudita após as conversões com o homólogo saudita, que estão a ser mediadas pela Rússia.

 

Apesar desta aproximação, há ainda muitos pontos por fechar para que um acordo Arábia Saudita/Irão possa ser fechado. Desde logo as novas metas de produção dos dois países. As expectativas apontam agora para que seja possível selar o acordo na reunião ordinária da OPEP que já está marcada para Novembro.

   

Mas mesmo que os membros da OPEP se entendam em relação a um congelamento da produção nos níveis actuais, o potencial de recuperação dos preços será limitado, acreditam os especialistas. O Goldman Sachs cortou, esta terça-feira, 27 de Setembro, as suas previsões para o preço do crude de 50 para 43 dólares, depois de ter elevado as estimativas para a oferta. "A produção será congelada em níveis muito elevados, deixando o mercado ainda com excesso de oferta", remata Harry Tchilinguirian.

 

Para já a sessão de hoje está a ser positiva para a cotação da matéria-prima, com o Brent em Londres a subir 1,74% para 46,77 dólares. O WTI soma 1,41% para 45,30 dólares.

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