Petróleo Ausência de acordo para cortar produção afunda cotações do petróleo

Ausência de acordo para cortar produção afunda cotações do petróleo

Ao contrário do que era esperado pelos analistas, a reunião de membros da OPEP terminou sem acordo, adiando para sexta-feira qualquer decisão.
Ausência de acordo para cortar produção afunda cotações do petróleo
Ramzi Boudina/Reuters

A expectativa era a de que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo aprovassem esta quinta-feira, em Viena,um corte de produção de grande dimensão. Mas a reunião terminou sem qualquer acordo e os preços da matéria-prima reagiram em forte queda. O "ouro negro" chegou a desvalorizar mais de 5%, para se aproximar dos mínimos de Outubro de 2017 registados na semana passada.

 

O ministro da Energia da Arábia Saudita já tinha revelado durante a manhã que ainda não existia acordo para o cartel e os seus aliados reduzirem a produção da matéria-prima e defendeu que apenas é necessário efectuar um "corte moderado". E o dia terminou mesmo sem qualquer entendimento em relação ao ritmo de produção do cartel, levando o crude a afundar.

 

O barril de Brent segue a perder 3,33% para 59,51 dólares em Londres, mas chegou a cair 5% para 58,36 dólares, já perto do mínimo de Outubro de 2017 fixado na semana passada. Já o WTI, em Nova Iorque, cede 3,2% para 5,18 dólares.

 

Os membros da OPEP decidiram esperar pelo encontro de amanhã com os produtores externos ao grupo, que incluem a Rússia (OPEP+), para tomar a decisão final.

 

O ministro da Energia da Arábia Saudita (e voz mais influente da OPEP) disse aos jornalistas, antes da reunião em Viena, que está em cima da mesa a aplicação de um corte de produção entre 500 mil e 1,5 milhões de barris por dia, mas não está fechado qualquer acordo e a Rússia ainda não revelou o que pretende fazer.

 

Al-Falih considerou "adequado" um corte global (OPEP+) de 1 milhão de barris por dia, um volume considerado "modesto" e que fica abaixo do esperado pelo mercado, que aguardava uma redução de pelo menos 1,3 milhões de barris.

 

Esta declaração do ministro saudita esteve a contribuir para a desvalorização das cotações, já que estava a ser estimada uma acção concertada de maior dimensão para travar a descida recente da matéria-prima nos mercados.




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