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Banco Mundial corta estimativa de preço do petróleo para 37 dólares em 2016

O Banco Mundial justifica a revisão em baixa - de 51 para 37 dólares - com o crescimento da oferta e com a deterioração das perspectivas para a procura, especialmente nos mercados emergentes.

Rita Faria afaria@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 16:00
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O Banco Mundial reviu em baixa as suas estimativas de preços para o petróleo em 2016, de 51 para 37 dólares por barril, uma descida justificada com o aumento da oferta no mercado e com o previsível decréscimo da procura por parte das economias emergentes.

 

No seu "outlook" anual sobre as matérias-primas ("Commodity Markets Outlook"), o Banco Mundial corta as projecções de preços para 37 de 46 matérias-primas, incluindo o petróleo, antecipando que a quebra da procura nos mercados emergentes deverá continuar.

 

A organização, que se baseia numa média dos preços do petróleo de Londres (Brent), Nova Iorque (WTI) e Dubai, acredita que os preços do "ouro negro" vão subir lentamente ao longo de 2016. No entanto, a recuperação deverá ser inferior à registada em anos anteriores, que procederam a grandes declínios, como 2008, 1998 e 1986.

 

"Os preços baixos do petróleo e das matérias-primas vão persistir por algum tempo", refere John Baffes, economista do Banco Mundial, no relatório da organização, citado pela Reuters.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 2,31% para 31,03 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 2,89% para 31,38 dólares.

A matéria-prima está, assim, a recuperar das perdas registadas no início da sessão, depois de o ministro iraquiano do petróleo ter dito, numa conferência no Kuwait, que a Arábia Saudita e a Rússia estão agora mais flexíveis quanto à possibilidade de cooperarem para cortar a produção.

Esta segunda-feira, o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Abdullah al-Badri, apelou precisamente à colaboração entre os grandes produtores de petróleo, dentro e fora do cartel, para travarem a queda dos preços e recuperarem o investimento no sector.

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