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BP pode ser multada em 13,7 mil milhões de dólares

Um juiz norte-americano avaliou em 3,2 milhões de barris de petróleo a dimensão do derrame provocado pela BP no Golfo do México em 2010. A empresa pode ser condenada a pagar uma multa com um valor máximo de 13,7 mil milhões de dólares (11,6 mil milhões de euros).

Bloomberg
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 16 de Janeiro de 2015 às 15:34
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O governo norte-americano tinha apresentado uma estimativa de 4,2 milhões de barris para a dimensão do derrame, que resultaria numa multa máxima de 18 mil milhões de dólares (15,3 mil milhões de euros). A estimativa da BP situa-se muito abaixo, nos 2,45 milhões de barris. A multa máxima decidida hoje pelo juiz norte-americano continua a ser a maior de sempre nos EUA para delitos ambientais, avança a Bloomberg.

 

A avaliação da dimensão do derrame e determinação das penalizações constitui a segunda parte do julgamento da BP, acusada de causar o maior derrame de petróleo na história dos EUA. Na primeira parte, a empresa foi condenada por negligência severa, aumentando assim o valor das multas a pagar.

 

O valor exacto da multa será decidido em julgamento com início agendado para a próxima semana e tem em consideração o esforço da empresa para reduzir os efeitos do desastre. Por isso, "a BP acredita que o balanço de todos os factores favorece a aplicação de uma multa com o valor mínimo da escala", afirma o porta-voz da BP, Geoff Morrell, à Bloomberg.

 

O juiz terá ainda que ter em conta o possível impacto económico da multa, de acordo com a lei norte-americana.

 

A BP já gastou mais de 28 mil milhões de dólares em despesas com acusações, queixas e limpeza relacionadas com este derrame. Estima-se que atingiu já um valor de 9,7 mil milhões em acordos com entidades privadas para evitar ir a julgamento.

 

A empresa enfrenta ainda múltiplas acusações de bancos, casinos, governos locais e empresários, que afirmam ter sido prejudicados pelo derrame.

 

Recorde-se que a 20 de Abril de 2010 a plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, explodiu e afundou no Golfo do México. Foram necessários três meses até se conseguir, a 15 de Julho, travar o derrame de crude no poço [de nome Macondo] danificado pela explosão.

 

Tratou-se da pior maré negra da história dos EUA – e a segunda pior da História, logo a seguir ao derrame intencional provocado pelo Iraque aquando do ataque ao Koweit, há 20 anos. Na explosão da plataforma a 20 de Abril, morreram 11 trabalhadores. Devido a esse acidente, a empresa cancelou o pagamento de dividendos sobre os três primeiros trimestres de 2010.

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