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Brent desce mais de 2% e quebra barreira dos 65 dólares pela primeira vez desde 2009

O petróleo continua a cair e já acentuou a descida, penalizado pelas novas previsões da OPEP sobre a procura desta matéria-prima. Além disso, houve cortes nas estimativas de preços dos EUA e do Irão.

Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 15:34
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O Brent, negociado em Londres e de referência para Portugal, cai 2,3% para 65,30 dólares tendo chegado a deslizar para 64,98 dólares, o que corresponde ao valor mais baixo desde Setembro de 2009. É mesmo a primeira vez que o barril deste petróleo recua para um nível abaixo dos 65 dólares desde 2009.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, está a descer 2,65% para 62,13 dólares, tendo tocado nos 61,82 dólares, o que corresponde ao valor mais baixo desde Julho de 2009.

 

Os preços do petróleo têm vindo a cair nos últimos meses, sobretudo devido à especulação de que os países exploradores e fornecedores desta matéria-prima pudessem abrir uma guerra relativa aos preços. A Arábia Saudita, por exemplo, reduziu, no início de Novembro, o preço de venda do barril para os Estados Unidos, como forma de manter a sua quota neste mercado e enfrentar a concorrência do Canadá, México, Venezuela ou dos produtores de petróleo de xisto.

 

Entretanto o petróleo começou a acentuar as quedas. Entretanto, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reuniram-se, no final de Novembro, tendo mantido as quotas de produção. O que também contribuiu para que a matéria-prima mantivesse a tendência de fortes quedas nos mercados internacionais.

 

Esta quarta-feira, 10 de Dezembro, a OPEP emitiu um relatório com as previsões para o mercado petrolífero, revendo em baixas as projecções para a procura pelos seus barris no próximo ano. Justifica o corte com a economia, mas também com o petróleo de xisto dos EUA.

 

Antes deste relatório, o Irão emitiu as suas previsões, apontando para que o petróleo recue para os 40 dólares,  caso se verifique uma guerra de preços ou se surgirem divisões no seio da OPEP.

 

Já os EUA cortaram em 15 dólares previsão para o preço médio do petróleo. A Agência de Energia dos EUA aponta o dedo à decisão da OPEP para a revisão em baixa da estimativa para os preços da matéria-prima no próximo ano. 

 

Os maiores produtores de petróleo começam assim a trocar acusações entre si para explicarem a queda abrupta dos preços desta matéria-prima. Desde o início do ano o Brent já cai 41% e o WTI quase 37%.

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