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Calma na Síria motiva queda superior a 1% dos preços do petróleo

É o segundo dia consecutivo de perdas para o “ouro negro”. O crude negociado em Nova Iorque afasta-se do máximo superior a dois anos em que fechou na sexta-feira. A escalada do conflito na Síria perde força e os receios de problemas na oferta de petróleo diminuem.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Setembro de 2013 às 13:29
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Os preços de petróleo estão a perder terreno pelo segundo dia consecutivo, deixando a tendência negativa que os vinha caracterizando nas últimas semanas. A ideia de que o conflito na Síria poderá não avançar, depois de uma entrevista dada pelo Presidente dos Estados Unidos, está a conduzir a esta descida.

 

Em Londres, onde são negociados os contratos futuros de Brent do Mar do Norte, referência para as importações nacionais, o barril está a ceder 1,34% para os 112,20 dólares, depois de ter fechado nos 116 dólares na sexta-feira passada, um máximo desde Fevereiro deste ano. Já ontem, o Brent tinha recuado mais de 2%.

 

Da mesma forma, os contratos futuros de crude West Texas Intermediate, negociados em Nova Iorque, estão a verificar uma descida dos preços. O WTI está a ser transaccionado a 107,70 dólares por barril, o que representa uma desvalorização de 1,66%. Na sexta-feira, o crude tinha encerrado nos 110,53 dólares, o valor de fecho mais elevado desde Maio de 2011.

 

A Rússia propôs, na segunda-feira, colocar o arsenal de armamento químico da Síria sobre controlo internacional para impedir uma ofensiva americana. Os Estados Unidos consideraram a proposta como um “desenvolvimento potencialmente positivo”, segundo palavras de Barack Obama. A chanceler alemã, Angela Merkel, em declarações à televisão ARD, citadas pela Lusa, considerou a proposta "interessante", reiterando a sua oposição a uma intervenção militar.

 

“Isto é visto, como é óbvio, como positivo pelos mercados, que têm estado em agitação graças ao que tem acontecido na Síria. O que permite que, entretanto, [os investidores] se centrem nos fundamentais”, declarou à Reuters o estratega de mercado do Barclays, Henk Potts.

 

Frank Klumpp, analista alemão, comentou à Bloomberg que parece existir a procura por uma “solução diplomática”. “Isto é bom para o mercado petrolífero, porque a guerra é uma ameaça que os mercados temem”, conclui.

 

Na quarta-feira, será votada pelo Congresso norte-americano a proposta de resolução de Obama sobre a Síria.

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