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Crude em queda leva Brent para mínimos de Junho de 2012

O aumento das reservas e da produção de petróleo está a sobrepor-se aos receios relativos à crise no Médio Oriente que opõe, em território sírio e iraquiano, a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos e os extremistas do Estado Islâmico. O Brent negoceia em mínimos de Junho de 2012.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 30 de Setembro de 2014 às 19:14
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Os futuros do petróleo seguem em queda acentuada, pressionados pelo aumento das reservas petrolíferas nos Estados Unidos e pelo crescimento da produção verificado no seio da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

 

O Brent, negociado em Londres e utilizado como referência para as importações nacionais, segue a cair 2,65% para 94,62 dólares por barril, estando mesmo a negociar em mínimos de 29 de Junho de 2012, dia em que tocou nos 91,73 dólares. Esta terça-feira já chegou a atingir um mínimo de 94,24 dólares por barril.

 

Mais pronunciada é a queda dos futuros do crude negociado em Nova Iorque. O West Texas Intermediate (WTI) desliza 3,29% para 91,46 dólares, depois de esta terça-feira já ter sido transaccionado nos 90,58 dólares por barril.

 

Os confrontos entre a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos e as forças dos sunitas do Estado Islâmico (EI), que mantêm no ar as preocupações em torno de eventuais impactos negativos na oferta mundial de petróleo, prosseguem na Síria e no Iraque.

 

Permanecem no ar receios relativos à possibilidade de a crise no Médio Oriente poder impactar negativamente nos níveis mundiais de oferta petrolífera, designadamente no Iraque, um dos maiores produtores de crude da OPEP.

 

Contudo, os aumentos verificados, quer ao nível das reservas petrolíferas norte-americanas, quer do volume de produção do ouro negro, estão a sobrepor-se aos receios provindos da tensão geopolítica no norte do Iraque.

 

A Líbia liderou a recuperação verificada em Setembro na produção de petróleo entre os membros da OPEP. A produção líbia de crude atingiu mesmo o valor mais elevado em mais de um ano.

 

Segundo escreve a agência Bloomberg, o preço do petróleo está a caminho de confirmar o terceiro mês consecutivo de descida de valor por barril, com o aumento da oferta mundial a compensar a crise no Iraque.

 

Também a contribuir para o alívio do preço do crude está o aumento das reservas norte-americanas que terão subido, na semana passada, cerca de 1,5 milhões de barris, de acordo com uma sondagem conduzida pela Bloomberg. Esta quarta-feira, a Agência de Informação de Energia (EIA na sigla original) dos Estados Unidos irá avançar com valores oficiais sobre o aumento das reservas.

 

Já a produção de petróleo dos Estados Unidos aumentou, até à semana finda em 19 de Setembro, 8,87 milhões de barris por dia, o que representa, segundo a EIA, o maior aumento registado desde Março de 1986.

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