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Petróleo abaixo dos 35 dólares pela primeira vez desde 2009

Os preços do petróleo continuam a cair nos mercados internacionais. Esta segunda-feira, o West Texas Intermediate já negociou abaixo dos 35 dólares por barril, algo que não acontecia desde Fevereiro de 2009.

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Oil Trades Near Seven-Year Low
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 14 de Dezembro de 2015 às 11:43
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A cotação do petróleo continua a cair nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate (WTI) segue a recuar 1,32% para 35,15 dólares por barril. Durante esta sessão, o WTI negociou nos 34,99 dólares, o que representa o valor mais baixo desde 19 de Fevereiro de 2009. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, recua 1,56% para 37,34 dólares por barril.

Os preços da matéria-prima há muito que têm vindo a ser pressionados pelo excesso de oferta que existe no mercado. E é esse o motivo que continua a levar os preços do petróleo às quedas. O Irão, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), já fez saber através do vice-ministro do Petróleo, Amir Hossein Zamaninia, que "não há qualquer hipótese" do país atrasar o seu plano para aumentar os envios da matéria-prima, mesmo que os preços caiam. O mercado teme assim que o excesso de oferta seja agravado.

O Irão, que espera que as sanções económicas impostas ao país sejam levantadas na primeira semana de Janeiro de 2016, está já a preparar-se, de acordo com a Bloomberg, para apresentar contratos de fornecimento de gás natural e de petróleo a clientes. Os dados compilados pela agência de informação mostram que o país produziu no mês passado 2,8 milhões de barris.


Os valores atingidos pelo "ouro negro" nos mercados internacionais foram vistos pela última vez na altura da crise financeira, época em que a OPEP abandonou os seus limites de produção para defender a sua quota de mercado. No entanto, a estratégia actual do cartel passa por manter o actual nível de produção, de cerca de 31,5 milhões de barris diários.

A Agência Internacional de Energia considera que o excesso de oferta no mercado vai prolongar-se até ao final de 2016, à medida que a procura vai diminuir o seu ritmo de crescimento e a OPEP mostra sinais de "determinação renovada" em maximizar a produção.

Para Eugen Weinberg, líder da equipa de "research" em matérias-primas do germânico Commerzbank em declarações à Bloomberg, "o mercado sabe perfeitamente que a OPEP já não está no modo controlo de preços" e que "o grupo dificilmente vai mudar a sua estratégia no curto prazo".

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