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EUA cortam em 15 dólares previsão para o preço médio do petróleo

A Agência de Energia dos EUA aponta o dedo à decisão da OPEP para a revisão em baixa da estimativa para os preços da matéria-prima no próximo ano. Estima o WTI a 62,75 dólares e o Brent a 68 dólares.

Paulo Moutinho 10 de Dezembro de 2014 às 12:31
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Com a elevada oferta num contexto de procura reduzida, os preços do petróleo estão em forte queda nos mercados internacionais. E, na perspectiva da Agência de Energia dos EUA, há margem para que os preços continuem a descer. Isso mesmo é perceptível através das novas estimativas para o preço médio no próximo ano. A previsão foi alvo de um corte de 15 dólares por barril. Mas estes preços baixos não vão ter grande impacto na produção dos EUA.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado nos EUA, deverá apresentar, no próximo ano, um preço médio de 62,75 dólares por barril, o que significa que a agência prevê que os preços possam baixar deste nível. Este valor representa uma revisão em baixa de 15 dólares face à anterior estimativa de 77,75 dólares, corte que é explicado pela manutenção da produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

 

O WTI acumula uma queda de 36% no ano, tendo atingido mínimos de cinco anos nas últimas sessões: 62,25 dólares. Segue a perder 1,79% para 62,65 dólares, já o Brent está a ceder 1,69% para cotar nos 65,71 dólares, sendo que a Agência de Energia dos EUA prevê que o preço médio no próximo ano fique em 68,08 dólares. Previa, anteriormente, um preço médio de 83,42 dólares.

 

Adam Sieminski, responsável pela Agência de Energia dos EUA, citado pela Bloomberg, diz que perante a queda dos preços a produção nos EUA poderá desacelerar, mas em termos anuais será a mais elevada desde 1972, muito à custa da exploração através do petróleo de xisto que estão a fazer diminuir as importações daquele que é o maior consumidor mundial da matéria-prima.

 

Reconheceu que os baixos preços "vão levar a que a actividade de produção petrolífera será menos rentável tanto nas novas áreas como nas já estabelecidas nos EUA". No entanto, "os preços deverão manter-se elevados o suficiente em 2015 para suportarem novas explorações de petróleo de xisto na Dakota do Norte e no Texas, que têm o maior peso no crescimento da produção dos EUA".

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