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EUA vão suplantar a Arábia Saudita como maiores produtores de petróleo em 2017

Dentro de cinco anos, a produção diária norte-americana de "ouro negro" será a mais elevada em todo o mundo.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 12 de Novembro de 2012 às 14:12
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Os Estados Unidos vão destronar a Arábia Saudita no posto de maior produtor mundial de petróleo. E vai ser já na próxima década, mais propriamente em 2017. Quem o diz é a Agência Internacional da Energia (AIE), no seu “World Energy Outlook”, hoje divulgado. Actualmente, de acordo com os dados mais recentes do Departamento norte-americano da Energia, os EUA são o terceiro maior produtor de petróleo, atrás dos sauditas e dos russos. A quarta posição é ocupada pela China.

A Administração de Informação em Energia, dos EUA, prevê que a produção norte-americana de crude aumente de 6,3 milhões de barris por dia este ano para 6,8 milhões em 2013 – o que corresponderá ao seu mais alto nível desde 1993, refere o “Financial Times”.

Juntando os biocombustíveis, como o etanol, e os derivados do gás natural, como o etano e o butano, isso significa que os EUA em breve estarão a produzir mais do que a Arábia Saudita (que está a extrair um pouco menos de 10 milhões de barris diários) e do que a Rússia (que produz actualmente quase o mesmo volume que os sauditas).

Segundo o relatório da AIE, que apresenta projecções até 2035, de facto os EUA estão a caminho de se tornarem no maior produtor do mundo dentro de cinco anos, tornando-se auto-suficientes em 2030. Em seguida, passarão a exportadores líquidos, sublinha a análise da Agência, citada pela Bloomberg.

A contribuir para este aumento da produção estão as crescentes reservas de crude extraídas através de novas tecnologias, como a fracturação hidráulica – que, conjugada com a perfuração horizontal, torna hoje possível chegar às formações de xisto, onde se concentra petróleo.

As reservas norte-americanas também manterão a tendência de crescimento devido às medidas de eficiência energética implementadas pela Administração Obama, que tendem a reduzir fortemente a procura de crude, sublinha o “Financial Times”.

De momento, os EUA importam cerca de 20% das suas necessidades energéticas totais.

A Agência Internacional da Energia estima também um aumento da procura mundial de petróleo, de 87,4 milhões de barris por dia em 2011 para 99,7 milhões em 2035.

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