Petróleo Goldman Sachs duvida do acordo para manter produção de petróleo

Goldman Sachs duvida do acordo para manter produção de petróleo

Os analistas do Goldman Sachs têm dúvidas que o acordo entre a Arábia Saudita, a Rússia, o Qatar e a Venezuela venha a ser implementado.
Goldman Sachs duvida do acordo para manter produção de petróleo
Rui Barroso 17 de fevereiro de 2016 às 13:15

O acordo entre alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo para não aumentarem a produção está a causar dúvidas no mercado. Os analistas do Goldman Sachs defendem que o impacto no mercado será muito limitado. E desde o anúncio do acordo entre a Arábia Saudita, a Rússia, o Qatar e a Venezuela, anunciado esta semana, os investidores não têm dado sinais claros para a evolução dos preços do petróleo.

Após ser conhecido o acordo, o preço do Brent teve uma elevada volatilidade, oscilando entre quedas de mais de 3% e subidas superiores a 6%. Esta quarta-feira, a indefinição mantém-se. A cotação do petróleo já esteve a cair mais de 1%, mas segue a ganhar 3,08% para 33,17 dólares.

"Os detalhes do acordo sugerem que o congelamento [da produção] terá pouco impacto no mercado de petróleo e permanecem incertezas elevadas de que se venha a materializar", considerou a equipa de analistas do Goldman Sachs numa nota de investimento. "Como resultado, as nossas estimativas para a procura e para a oferta não sofrem alterações e reiteramos a nossa perspectiva de que os preços do petróleo continuarão voláteis nos próximos meses".

A dúvida sobre o Irão

Os analistas do Goldman Sachs realçam que o acordo para congelar produção está condicionado a que outros países dêem o aval a estas medidas. E consideram que a "a participação do Irão aparenta ser improvável". Justificam que "o Irão tem continuado a indicar que está comprometido com o crescimento da produção e em reconquistar quota de mercado".

Mesmo que o acordo venha a ser implementado, o banco de investimento considera que "apesar disso criar a percepção de que se poderiam atingir mais objectivos, como cortes de produção, acreditamos que isso não seria suficiente para colocar um suporte aos preços já que apenas irão estabilizar quando os inventários deixarem de crescer, o que, aos níveis de produção propostos actualmente, apenas ocorrerá no segundo semestre de 2016". 




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