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Impulso saudita leva UBS a rever em alta estimativas de preços do Brent

Apesar dos riscos que possam surgir, como uma nova queda da procura ou aumentos inesperados na produção de crude, a expectativa para as cotações é otimista.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 12 de Janeiro de 2021 às 07:15
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O banco suíço UBS reviu em alta as suas projeções para o preço do Brent do mar do Norte, crude de referência da Europa, devido ao corte unilateral da produção anunciado pela Arábia Saudita. A equipa liderada por Giovanni Staunovo, analista de matérias-primas do UBS, sublinha que esta decisão surpresa leva a que o aumento de produção da OPEP+ seja completamente revertido, pelo que espera que o Brent atinja os 60 dólares por barril já em meados do ano e não no final de 2021, como previa em dezembro. Para o fim do ano, estima agora preços na casa dos 63 dólares.

A ajudar está a esperada retoma da procura no segundo semestre, alimentada pelos programas de vacinação contra a covid-19 e pelo aumento das viagens, que levará a um maior consumo de combustível.

Já Michel Salden, diretor do departamento de “commodities” da Vontobel Asset Management, diz que apesar de a Rússia recear um aumento da produção de petróleo de xisto - se os preços do crude subirem excessivamente depressa e para níveis demasiado altos -, a retoma na produção do “shale oil” vê-se limitada pelos critérios sustentáveis ESG (Environmental, Social and Corporate Governance), que geram maiores custos de financiamento.

“É provável que isto ajude o cartel a recuperar o controlo do mercado”, sublinha. “Também não está claro se o novo governo de Biden permitirá ao Irão exportar petróleo ainda este ano. Por isso, o crude tem potencial de subida, podendo o Brent estar acima dos 60 dólares em meados do ano”, acrescenta Salden.

Na opinião de Giovanni Staunovo, “seria preciso haver uma nova forte queda da procura de petróleo este ano (e no UBS prevemos um aumento) para os preços voltarem a estar sob pressão”. 



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