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Irão não quer acordo em Argel para estabilizar produção. Petróleo desce 1,5%

O ministro do Petróleo do Irão diz que, pelo contrário, o seu país quer aumentar a produção para 4 milhões de barris por dia. "Não está na nossa agenda chegar a um acordo nestes dois dias", garantiu Zanganeh.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 27 de Setembro de 2016 às 12:19
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O Irão não está disposto a chegar a um acordo com os restantes membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para congelar a produção nos níveis actuais, no encontro informal em Argel, agendado para esta quarta-feira, 28 de Setembro.

Pelo contrário, o país quer aumentar a sua produção para 4 milhões de barris por dia, segundo avançou o ministro iraniano do Petróleo, Bijan Namdar Zanganeh, em entrevista à Bloomberg TV esta terça-feira.

O terceiro maior produtor da OPEP - com uma produção diária de 3,6 milhões de barris no mês passado – vai falar com os outros membros do cartel no Fórum Internacional de Energia na capital da Argélia, e admite que o grupo pode chegar a um acordo formal sobre a oferta no seu encontro de Novembro, em Viena.

"Não está na nossa agenda chegar a um acordo nestes dois dias", afirmou Zanganeh. "Estamos aqui para o Fórum Internacional de Energia e para ter uma reunião informal de consulta entre os membros da OPEP para trocar pontos de vista. Nada mais".

A decisão da OPEP de realizar conversações informais esta semana alimentou especulações de que a organização poderia estar prestes a afastar-se da sua política de produção sem limites, que conseguiu afectar os produtores rivais, mas também atirou os preços do ouro negro para uma queda livre.

No entanto, os ministros dos países membros que se vão reunir em Argel já minimizaram as perspectivas de um acordo.

Na semana passada, a Arábia Saudita propôs cortar a sua própria produção, se o Irão concordasse em congelar a sua nos níveis actuais, o que foi rejeitado.

O Irão tem visto as suas perspectivas impulsionadas pela reaproximação com o Ocidente - que removeu as sanções às exportações de petróleo em Janeiro – e quer capitalizar essa abertura.

Goradas as expectativas de um acordo esta semana, o petróleo segue a desvalorizar nos mercados internacionais. O Brent, negociado em Londres, desce 1,54% para 46,62 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, recua 1,48% para 45,25 dólares.  

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