Petróleo Irão e Iraque aumentam petróleo da OPEP

Irão e Iraque aumentam petróleo da OPEP

A produção da matéria-prima na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) voltou a crescer em Abril, com o aumento no Irão e Iraque a compensar a redução na Nigéria e Kuwait.
Irão e Iraque aumentam petróleo da OPEP
Bloomberg
Vera Ramalhete 13 de maio de 2016 às 15:19

Os acontecimentos inesperados na Nigéria e no Kuwait, com greves que pararam a produção de petróleo, impulsionaram os preços da matéria-prima nos mercados, em Abril. Mas, o Irão e o Iraque aumentaram a produção, compensando este recuo. A produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) aumentou em Abril, revela o relatório mensal publicado esta sexta-feira.

A produção da OPEP aumentou 188 mil barris por dia para 32,44 milhões de barris, indica o último relatório mensal da organização, antes da reunião de Junho. O Irão foi o que mais contribuiu, seguido pelo Iraque, que produziu mais 154 mil barris. A Arábia Saudita, o maior produtor do grupo, cortou ligeiramente a oferta.

A oferta no Irão, que está a retomar rapidamente os níveis anteriores às sanções internacionais, cresceu 6,2% (mais 198,2 mil barris diários), para 3,45 mil milhões de barris, de acordo com os dados compilados pelo secretariado da OPEP. O valor fornecido directamente pelo ministério do petróleo do Irão, liderado por  Bijan Namdar Zanganeh (na foto) não está disponível no relatório de Abril.  

O valor situa-se ligeiramente abaixo do cálculo da Agência Internacional de Energia (AIE), revelado esta quinta-feira. Segundo a AIE, o Irão produziu 3,56 milhões de barris por dia, em Abril, um máximo de Novembro de 2011, antes de a comunidade internacional reforçar as sanções.

Estratégia mantém-se inalterada

Ao contrário do que é habitual, a oferta situa-se 380 mil barris abaixo da procura estimada pela OPEP no terceiro trimestre. O que, juntamente com a manutenção das previsões para a oferta e procura global, é um indicador de que a organização irá manter a sua estratégia na próxima reunião, nota a Bloomberg.

"Não devemos esperar qualquer acordo para congelar e muito menos para cortar a oferta porque a OPEP vê as coisas a melhorar", disse Torbjoern Kjus, analista do DNB ASA, à Bloomberg.

No relatório, a OPEP destaca que espera que o corte no investimento continue a reflectir-se na queda da produção fora do grupo. A oferta deverá recuar 740 mil barris por dia este ano, prevê o cartel, apontando que o recuo está a ocorrer não apenas nos EUA, mas também na China, México, Rússia e Malásia.

O petróleo segue a desvalorizar nos mercados internacionais, esta sexta-feira, após a publicação do relatório da OPEP. O Brent, negociado em Londres, que serve de referência para a Europa, desvaloriza 0,89% para 47,65 dólares por barril. O West Texas Intermediate cai 1,22% para 46,13 dólares por barril, em Nova Iorque. 




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