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Refinaria saudita atacada por drones recupera ritmo de processamento até final do mês

A refinaria de Abqaiq, o maior centro de processamento de petróleo da Arábia Saudita, está a recuperar rapidamente do ataque com drones levado a cabo por hutis iemnitas no passado sábado. Já está a processar dois milhões de barris por dia e até final de setembro voltará aos níveis anteriores ao ataque.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 17 de Setembro de 2019 às 19:19
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A petrolífera estatal saudita Aramco anunciou que uma das suas instalações atacadas no sábado, 14 de setembro, está já a processar dois milhões de barris de crude por dia (o equivalente a menos de metade do que estava a processar, que ascendia a 4,9 milhões de barris diários) e que no final do mês voltará aos níveis anteriores ao ataque.

 

Esta recuperação mais rápida do que o antecipado da refinaria de Abqaiq intensificou as quedas do petróleo nos mercados internacionais – que, depois de ontem o "ouro negro" ter disparado em torno de 14%, com o Brent do Mar do Norte (referência para as importações europeias) a chegar a escalar perto de 20%), hoje estiveram a ceder terreno devido ao otimismo quanto à recuperação das instalações afetadas.

Em Londres, o Brent segue a perder 7,11% para 64,11 dólares por barril, ao passo que o West Texas Intermediate cede 6,17% para 59,02 dólares no mercado nova-iorquino.

 

Os rebeldes iemnitas hutis reivindicaram os ataques – responsáveis pelo corte de 5,7 milhões de barris por dia da produção saudita, ou seja, metade do que o reino produz e 5% da oferta mundial – mas os drones foram identificados como sendo iranianos (os hutis, recorde-se, são apoiados politicamente pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita), o que fez recrudescer também as tensões entre Washington e Teerão.

A comunicação do rápido restabelecimento da refinaria de Abqaiq é uma boa notícia, depois de ontem a Saudi Aramco se ter mostrado receosa em relação à velocidade de recuperação da sua produção de petróleo.

 

Recorde-se que os ataques perpetrados com drones provocaram incêndios em duas importantes instalações petrolíferas da Aramco, situadas em Abqaiqe e Khurais.

 

Em Abqaiq, o alvo foi a maior refinaria da empresa estatal, que processa mais de metade da produção do reino. Já o campo petrolífero de Khurais produz mais de um milhão de barris de crude por dia, e a Aramco estima que possua reservas superiores a 20 mil milhões de barris.

Entretanto, o recém empossado ministro saudita da Energia, o príncipe Abdulaziz bin Salman, declarou hoje ao final do dia que toda a produção de petróleo do reino também estará restabelecida até ao final do presente mês.

 

Segundo bin Salman, no final de setembro a capacidade de produção saudita será até superior ao que era antes do ataque: 11 milhões de barris por dia, contra 9,6 milhões. A meta é chegar aos 12 milhões de barris diários no final de novembro.

O ministro da Energia sublinhou que os ataques foram terrorismo, mas escusou-se a identificar a fonte desses mesmos ataques. 

 
(notícia atualizada às 20:48)

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