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Matérias-primas estão atractivas. Goldman elege petróleo e metais

Para investir em matérias-primas, o actual momento é “extremamente atractivo” como ponto de entrada. Quem o diz é o Goldman Sachs, que dá preferência ao petróleo, ouro e metais.

Arábia Saudita frente-a-frente com o Irão - Os confrontos comprometerão as exportações de petróleo e gás do Estreito de Ormuz. Como consequência, o petróleo dispara e os planos de privatização da companhia de petróleo Saudi Aramco não resultam. A Arábia Saudita desvalorizará a sua moeda, obrigando a restante região a fazer o mesmo.
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Carla Pedro cpedro@negocios.pt 04 de Dezembro de 2018 às 09:00
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"Todas as classes de activos em baixa sem se estar numa recessão é algo que não tem precedentes", destaca o Goldman Sachs numa nota de análise dedicada às matérias-primas. Ainda assim, dizem os analistas do banco de investimento, "o PIB mundial deverá crescer 3,5% em 2019 e não vemos evidências de uma debilidade da procura semelhante à que se observa em épocas de recessão".

E atendendo à subavaliação dos preços das "commodities" relativamente aos seus fundamentais, o Goldman considera que "as matérias-primas oferecem um ponto de entrada extremamente atractivo para as posições altistas no petróleo, ouro e metais de base".

Segundo os analistas, as matérias-primas não estão a comportar-se como no último ciclo. "Apesar de ser tentador atribuir o ‘sell-off’ à política externa dos EUA, os fundamentais actuais continuam intactos e a queda dos preços é demasiado forte", diz a nota, adiantando que as "commodities" estão a antecipar uma perspectiva mais negativa para a procura do que qualquer outra classe de activos.

Com esta dimensão na queda dos preços, o Goldman está convicto de que as matérias-primas são uma classe de activos atractiva. E em relação ao petróleo, as estimativas são bastante optimistas para quem queira investir agora.

Petróleo nos 70 dólares

Os preços do petróleo têm estado a perder terreno, tendo já perdido mais de 30% desde os máximos de inícios de Outubro. Mas a tendência não vai manter-se. Segundo a avaliação dos analistas do banco norte-americano, a actual situação de "sell-off" é insustentável, devendo o crude registar uma subida média de 17%, em 2019.

A contribuir para essa valorização estará a OPEP e os aliados do cartel que se encontram entre os maiores produtores e que estão a planear reduzir a oferta no mercado. "Estamos convictos de que os membros da OPEP e seus aliados irão chegar a acordo para cortarem a sua produção, apesar dos recentes tweets do Presidente dos EUA a reclamar preços mais baixos para o petróleo", sublinha a nota de análise do Goldman.

E isso poderá acontecer já a 6 de Dezembro, dia da reunião da OPEP em Viena. "A Arábia Saudita já não tem a mesma saúde financeira de 2014, quando lançou uma guerra por quotas de mercado, nem os EUA conseguem sustentar preços do petróleo abaixo dos 50 dólares por barril", referem. "Os preços do petróleo abaixo dos 50 dólares por barril, como é o caso do WTI, começam a ter um impacto significativo nos mercados de elevadas rendibilidades, uma vez que as empresas do sector da energia representam cerca de 15% das emissões obrigacionistas, o que iria fazer alastrar os dissabores por todos os mercados financeiros norte-americanos", aponta o banco.

No que respeita ao Brent, os analistas apontam para uma subida média de 17%, no próximo ano, face aos actuais patamares. "Apesar de considerarmos que não se justifica termos o Brent a valer 86 dólares por barril [como esteve em Outubro], também achamos que 59 dólares não é um bom nível. As nossas estimativas para 2019 apontam para os 70 dólares/barril", avançam.
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