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Petróleo sobe devido a menor prospecção nos EUA

As cotações do crude estão a negociar em alta nos principais mercados internacionais, sustentadas pelos sinais de que está a haver um menor investimento na prospecção petrolífera nos EUA, o que poderá levar a uma nova redução da produção norte-americana desta matéria-prima.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 21 de Setembro de 2015 às 17:48
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Os preços do petróleo seguem em terreno positivo, animados pela perspectiva de uma nova queda semanal da produção de "ouro negro" nos Estados Unidos.

 

No mercado nova-iorquino, o contrato de Outubro do West Texas Intermediate (WTI) segue a somar 3,22% para 46,12 dólares por barril.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte – que serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Novembro está a subir 1,94% para se fixar nos 48,39 dólares.

 

No acumulado do ano, o Brent perde 15,5% e o WTI cai 13,4% - mas já perde cerca de 50% face aos valores de há um ano.

 

O petróleo tem estado a ser pressionado, nos últimos tempos, pelo excesso de oferta no mercado mundial e o Goldman Sachs estimou na semana passada que esse excedente poderá manter os preços em níveis baixos durante os próximos 15 anos.

 

No entanto, as reservas norte-americanas de crude começaram entretanto a diminuir, o que está a animar a matéria-prima.

 

Os investidores estão agora à espera dos próximos dados relativos ao investimento na prospecção, contabilizado pelo número de plataformas em actividade, e aguardam pelos valores relativos às reservas norte-americanas de crude.

 

Os produtores norte-americanos deixaram inactivas mais plataformas petrolíferas, pela terceira semana consecutiva, sublinhou na passada sexta-feira, 19 de Setembro, a empresa de serviços petrolíferos Baker Hughes Inc., citada pela Bloomberg.

 

A produção de crude nos Estados Unidos está a descer há seis semanas consecutivas, uma vez que a forte queda dos preços do petróleo não tem compensado o investimento, sobretudo na produção a partir de xisto betuminoso – visto que são operações com um processamento muito dispendioso. Tal como acontece com o petróleo do pré-sal brasileiro, que é prospeccionado a grandes profundidades, se as cotações do crude não estiverem num determinado patamar, não compensa estar a apostar numa extracção que sai muito cara.

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