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Novas descobertas de petróleo em mínimos de 60 anos

As novas descobertas de petróleo no ano passado alcançaram o valor mais baixo desde 1954, revela a IHS, citada pelo Financial Times. O desinvestimento das petrolíferas, na sequência dos preços baixos, pode gerar escassez no mercado.

Bloomberg
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 09 de Maio de 2016 às 12:00
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O mercado petrolífero, actualmente com excesso de oferta, poderá passar a ter um défice de matéria-prima. As novas descobertas de petróleo abrandaram o ano passado, para o nível mais baixo em mais de 60 anos, revela o Financial Times.

As petrolíferas descobriram novas explorações equivalentes a 2,8 mil milhões de barris, no ano passado, segundo a consultora IHS, citada pelo Financial Times. E a maioria das explorações são em águas profundas, que demoram cerca de sete anos a começar a produzir, resultando numa quebra da oferta a partir de meados da próxima década, estima a consultora.

O colapso dos preços do petróleo, que começou em 2014, reflectiu-se nos investimentos realizados pelas petrolíferas no ano passado. De mais de 100 dólares por barril, o preço caiu até a casa dos 25 dólares, este ano. O Brent, negociado em Londres, segue a transaccionar nos 46,23 dólares, esta segunda-feira, com uma subida de 1,90%. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate avança 2,35% para 45,71 dólares por barril.

Para controlar o impacto dos preços baixos nas contas e o crescimento do excedente, as grandes petrolíferas têm recuado no investimento em novas explorações. O que tem levado os analistas alertar para a uma possível nova escalada dos preços, caso o desinvestimento se traduza num défice da oferta. Segundo a Wood Mackenzie, se a taxa de crescimento se mantiver neste nível, irá criar um défice de oferta de 4,5 milhões de barris diários em 2035 – invertendo a actual situação. 

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