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OPEP acorda novos cortes. Produção pode diminuir mais 500 mil barris por dia

Como era esperado, o cartel que reúne os maiores produtores de petróleo do mundo decidiu aumentar os cortes de produção de petróleo. À redução em vigor de 1,2 milhões de barris por dia, podem deixar de ser produzidos mais 500 mil.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 05 de Dezembro de 2019 às 16:17
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A OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados liderados pela Rússia concordaram esta quinta-feira, dia 5 de dezembro, em alargar o corte de produção de petróleo, que pode chegar aos 1,7 milhões de barris por dia, naquela que poderá ser a maior redução na oferta da década. 

O ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, disse que um comité de ministros do setor energético, incluindo o próprio e o congénere da Arábia Saudita, recomendou ao cartel petrolífero expandir o corte de produção coletivo em 500 mil barris por dia, para 1,7 milhões de barris. Este montante representa 1,7% da oferta de petróleo atual em todo o mundo.

Para além desta recomendação de aumentar a redução da oferta, Novak sugeriu que a duração dos cortes se mantivesse inalterada até março do próximo ano. Contudo, esta ainda não é uma hipótese definitiva, uma vez que vários membros da OPEP+ sugeriram que os cortes se expandissem até junho ou dezembro de 2020, segundo a Reuters.

Os maiores produtores de petróleo do mundo estão reunidos em Viena, na Áustria, nos dias 5 e 6 de dezembro, com o objetivo de decidir o plano estratégico para os próximos anos. A decisão foi de acordo com as expectativas iniciais e o grupo vai aumentar os cortes de produção de petróleo a nível global, para impulsionar os preços. 

O cartel, conhecido como OPEP+ (com 24 países membros, no total), adotou esta política de cortes coletivos desde janeiro de 2017, com o objetivo de conter o petróleo produzido para impulsionar os preços, fazendo aumentar a procura face à oferta. Isto porque em 2014 os preços do petróleo derraparam (o Brent desvalorizou 49,33% e o WTI perdeu 46,47% do seu valor), devido a um excesso extraordinário de oferta, principalmente nos Estados Unidos.

Atualmente, o país presidido por Donald Trump é o maior produtor mundial de petróleo, com 12,3 milhões de barris produzidos por dia, em média, desde janeiro até novembro deste ano, segundo a Agência Internacional de Energia. Mas a tendência verificada é a de redução.

(Notícia atualizada com mais informação)



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