Petróleo OPEP vai discutir novos cortes de produção de petróleo em dezembro

OPEP vai discutir novos cortes de produção de petróleo em dezembro

A Organização de Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados, incluindo a Rússia, não definiu novos cortes gerais na produção de petróleo na reunião de hoje, em Abu Dhabi, mas apelou a reduções voluntárias em alguns países. Uma decisão oficial foi adiada para dezembro.
OPEP vai discutir novos cortes de produção de petróleo em dezembro
Bloomberg
Gonçalo Almeida 12 de setembro de 2019 às 15:22

Os ministros que se reuniram em Abu Dhabi nesta quinta-feira, 12 de setembro, não discutiram a fundo o limite de produção imposto no acordo do ano passado, mas poderão fazê-lo em dezembro deste ano, disse o ministro do Petróleo de Omã, Mohammed Al Rumhy, à Bloomberg.

Apesar de não se ter estabelecido um novo corte oficial que abranja todos os membros que compõem a OPEP+, alguns países incumpridores dos limites de produção impostos foram pressionados.

"Todos os países contam independentemente do seu tamanho", disse o ministro da Energia saudita Abdulaziz bin Salman, na sessão de abertura da reunião.

Entre os países visados estão o Iraque e a Nigéria que aumentaram a produção desde o ano passado, altura em que a OPEP definiu cortes aos maiores exportadores da matéria-prima.

"É um corte voluntário, mas é claro que vamos honrar os nossos compromissos", assegurou o ministro do Petróleo do Iraque, Thamir Ghadhban.

A Rússia também foi alertada, depois de exceder o limite de produção estabelecido em 104 mil barris por dia, em agosto, mês em que a produção geral da OPEP+ aumentou.

A instituição tem vindo a fazer um esforço para equilibrar a balança entre a oferta e a procura de petróleo e tem prolongado o corte de produção desde há perto de dois anos, altura em que a produção de petróleo tem excedido a oferta.  

Ontem, o cartel cortou as previsões que tinha avançado para a procura por petróleo em 2019 e 2020, devido ao abrandamento da economia mundial. Até ao final do ano, estima que a procura de petróleo aumente para os 1,02 milhões de barris diários, menos 80.000 do que os anteriormente previstos.






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